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Liturgia diária

Sábado da 15ª semana do Tempo Comum

Sábado, 19 De Julho Cor litúrgica: Verde

12,37-42.

37 Naqueles dias, os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot: eram cerca de seiscentas mil pessoas que iam a pé, sem contar as crianças.
38 Seguia-os uma imensa multidão e uma enorme quantidade de gado em rebanhos e manadas.
39 Da massa que tinham trazido do Egito cozeram pães ázimos, pois a massa não tinha fermentado. Expulsos do Egito sem qualquer demora, nem sequer tinham podido preparar provisões.
40 A permanência dos filhos de Israel no Egito durou quatrocentos e trinta anos.
41 E ao fim desses quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, as hostes do Senhor saíram da terra do Egito.
42 Foi uma noite de vigília para o Senhor, quando Ele os fez sair da terra do Egito. Será uma noite de vigília consagrada ao Senhor, para todos os filhos de Israel, de geração em geração.

136(135),1.23-24.10-12.13-15.

R/ É eterna a sua bondade.

1 Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom:
é eterna a sua bondade.
23 Lembrou-Se de nós, humilhados na desgraça:
é eterna a sua bondade.
24 E libertou-nos dos nossos inimigos:
é eterna a sua bondade.

10 Feriu os primogénitos do Egito:
é eterna a sua bondade.
11 Tirou Israel do meio deles:
é eterna a sua bondade.
12 Com mão forte e braço poderoso,
é eterna a sua bondade.

13 Dividiu em dois o mar Vermelho:
é eterna a sua bondade.
14 E fez passar Israel pelo deserto:
é eterna a sua bondade.
15 Precipitou no mar Vermelho o faraó e o seu exército:
é eterna a sua bondade.

12,14-21.

14 Naquele tempo, os fariseus reuniram conselho contra Jesus, a fim de O fazerem desaparecer.
15 Mas Jesus, ao saber disso, retirou-Se dali. Muitos O seguiram e Ele curou-os a todos,
16 mas intimou-os que não descobrissem quem Ele era,
17 para se cumprir o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:
18 «Eis o meu servo, a quem Eu escolhi, o meu predileto, em quem se compraz a minha alma. Sobre ele farei repousar o meu Espírito, para que anuncie a justiça às nações.
19 Não discutirá nem clamará, nem se fará ouvir a sua voz nas praças.
20 Não quebrará a cana já fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega, enquanto não levar a justiça à vitória;
21 e as nações colocarão a esperança no seu nome».

Comentário ao Evangelho

«Eis o meu servo»

O mistério da nossa salvação é tão vasto, tão profundo e tão admirável que os próprios anjos aspiram a compreendê-lo (cf 1Pe 1,12). [...] Pois, sendo Deus por natureza, o Verbo verdadeiro de Deus Pai (cf Jo 1,1), da mesma substância e com Ele coeterno, brilhando no mais alto da sua glória na «sua igualdade com Deus», Cristo «não Se valeu» dessa igualdade, «mas aniquilou-Se a Si próprio, assumindo a condição de servo», e, nascendo da Virgem Maria, «aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte, e morte de cruz» (Fil 2,6-8).

Deste modo, aquele que dá a todos os homens da sua própria plenitude humilha-Se para nossa humildade: rebaixa-Se por nós, e não o faz constrangido, mas de sua própria vontade; aquele que é a liberdade em pessoa assume, por nós, a condição de escravo; aquele que está acima de toda a criação torna-Se um como nós; aquele que dá a vida ao mundo submete-Se à morte. [...] Aquele que, sendo Deus, transcende toda a Lei sujeita-Se à lei, como nós (cf Gal 4,4); pelo seu nascimento, torna-Se um homem como os outros: aquele que precede todos os séculos e todas as épocas, aquele que é o próprio Criador e a origem do tempo começa a existir [...]. Aquele que foi gerado em Maria [...] é da nossa natureza, da nossa substância e da mesma descendência de Abraão. Mas é também, no plano divino, da mesma natureza que Deus Pai.

São Cirilo de Alexandria (380-444) bispo, doutor da Igreja Sermão 15, 2-4

Santo do Dia