Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Sexta-feira da 15ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 18 De Julho Cor litúrgica: Verde

11,10.12,1-14.

10 Naqueles dias, Moisés e Aarão realizaram nuitos prodígios diante do faraó. Mas o Senhor permitiu que se endurecesse o coração do faraó, e ele não deixou partir do seu país os filhos de Israel.
1 Então, o Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egito:
2 «Este mês será para vós o princípio dos meses; fareis dele o primeiro mês do ano.
3 Falai a toda a comunidade de Israel e dizei-lhe: no dia dez deste mês, procure cada qual um cordeiro por família, uma rês por cada casa.
4 Se a família for pequena demais para comer um cordeiro, junte-se ao vizinho mais próximo, segundo o número de pessoas, tendo em conta o que cada um pode comer.
5 Tomareis um animal sem defeito, macho e de um ano de idade. Podeis escolher um cordeiro ou um cabrito.
6 Deveis conservá-lo até ao dia catorze desse mês. Então, toda a assembleia da comunidade de Israel o imolará ao cair da tarde.
7 Recolherão depois o seu sangue, que será espalhado nos dois umbrais e na padieira da porta das casas em que o comerem.
8 E comerão a carne nessa mesma noite; comê-la-ão assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas.
9 Não comereis nada cru nem cozido em água, mas tudo assado no fogo, com a cabeça, as pernas e as vísceras.
10 Não deixareis nada para a manhã seguinte; mas se alguma coisa sobrar para o dia seguinte, queimá-la-eis no fogo.
11 Quando o comerdes, tereis os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. Comereis a toda a pressa: é a Páscoa do Senhor.
12 Nessa mesma noite, passarei pela terra do Egito e hei de ferir de morte, na terra do Egito, todos os primogénitos, desde os homens até aos animais. Assim exercerei a minha justiça contra os deuses do Egito, Eu, o Senhor.
13 O sangue será para vós um sinal, nas casas em que estiverdes: ao ver o sangue, passarei adiante, e não sereis atingidos pelo flagelo exterminador, quando Eu ferir a terra do Egito.
14 Esse dia será para vós uma data memorável, que haveis de celebrar com uma festa em honra do Senhor. Festejá-lo-eis de geração em geração, como instituição perpétua».

116(115),12-13.15-16bc.17-18.

R/ Elevarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor.

12 Como agradecerei ao Senhor
tudo quanto Ele me deu?
13 Elevarei o cálice da salvação,
invocando o nome do Senhor.

15 É preciosa aos olhos do Senhor
a morte dos seus fiéis.
16 Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva:
16 quebrastes as minhas cadeias.

17 Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor,
invocando, Senhor, o vosso nome.
18 Cumprirei as minhas promessas ao Senhor,
na presença de todo o povo.

12,1-8.

1 Naquele tempo, Jesus passou através das searas em dia de sábado e os discípulos, sentindo fome, começaram a apanhar e a comer espigas.
2 Os fariseus viram e disseram a Jesus: «Vê como os teus discípulos estão a fazer o que não é permitido ao sábado».
3 Jesus respondeu-lhes: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome?
4 Entrou na casa de Deus e comeu dos pães da proposição, que não era permitido comer, nem a ele nem aos seus companheiros, mas somente aos sacerdotes.
5 Também não lestes na Lei que, ao sábado, no Templo, os sacerdotes violam o repouso sabático e ficam isentos de culpa?
6 Eu vos digo que está aqui alguém que é maior que o Templo.
7 Se soubésseis o que significa: "Eu quero misericórdia e não sacrifício", não condenaríeis os que não têm culpa.
8 Porque o Filho do homem é Senhor do sábado».

Comentário ao Evangelho

«O Filho do homem é senhor do sábado»

Senhor Deus, Tu que nos cumulaste de tudo, dá-nos a paz (cf Is 26,12), a paz do repouso, a paz do sábado, do sábado que não tem ocaso. Porque esta bela ordem das coisas que criaste, e que são muito boas (cf Gn 1,31), passará quando tiver chegado ao termo do seu destino. Sim, elas tiveram a sua manhã e terão a sua tarde. Mas o sétimo dia não tem tarde, não tem ocaso, porque Tu o santificaste a fim de que ele dure para sempre. No termo das tuas obras muito boas, que, contudo, fizeste em repouso, repousaste ao sétimo dia, a fim de nos fazeres compreender que, no termo das nossas obras, que são muito boas porque foste Tu que no-las deste (cf Is 26,12), também nós repousaremos em Ti, no sábado da vida eterna. Então repousarás em nós como agora ages em nós; desse modo, o repouso que experimentaremos será o teu, tal como as obras que fazemos são as tuas.

Tu, Senhor, trabalhas constantemente e estás constantemente em repouso. […] Quanto a nós, chega um momento em que somos levados a fazer o bem, depois de o nosso coração o ter concebido pelo teu Espírito, enquanto anteriormente éramos levados a fazer o mal quando Te abandonávamos. Tu, único Deus bom, nunca deixaste de fazer o bem. Algumas das nossas obras são boas – pela tua graça, é certo –, mas não são eternas; depois de as fazermos, esperamos repousar na tua inefável santificação. Mas Tu, bem que não precisa de nenhum outro bem, Tu estás constantemente em repouso, porque Tu és o teu próprio repouso.

Quem, de entre os homens, poderá dar a conhecer tudo isto ao homem? Que anjo o dará a conhecer aos anjos? Que anjo ao homem? É a Ti que devemos pedir esse conhecimento, em Ti que devemos procurá-lo, à tua porta que devemos bater. E dessa maneira sim, dessa maneira recebê-lo-emos, dessa maneira encontrá-lo-emos, dessa maneira a tua porta abrir-se-á (cf Mt 7,8).

Santo Agostinho (354-430) bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Confissões

Santo do Dia