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Liturgia diária

16º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 20 De Julho Cor litúrgica: Verde

18,1-10a.

1 Naqueles dias, o Senhor apareceu a Abraão junto do carvalho de Mambré. Abraão estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia.
2 Ergueu os olhos e viu três homens de pé diante dele. Logo que os viu, deixou a entrada da tenda e correu ao seu encontro; prostrou-se por terra
3 e disse: «Meu Senhor, se agradei aos vossos olhos, não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo.
4 Mandarei vir água, para que possais lavar os pés e descansar debaixo desta árvore.
5 Vou buscar um bocado de pão, para restaurardes as forças antes de continuardes o vosso caminho, pois não foi em vão que passastes diante da casa do vosso servo». Eles responderam: «Faz como disseste».
6 Abraão apressou-se a ir à tenda onde estava Sara e disse-lhe: «Toma depressa três medidas de flor da farinha, amassa-a e coze uns pães no borralho».
7 Abraão correu ao rebanho e escolheu um vitelo tenro e bom e entregou-o a um servo que se apressou a prepará-lo.
8 Trouxe manteiga e leite e o vitelo já pronto e colocou-o diante deles; e, enquanto comiam, ficou de pé junto deles debaixo da árvore.
9 Depois eles disseram-lhe: «Onde está Sara, tua esposa?». Abraão respondeu: «Está ali na tenda».
10 E um deles disse: «Passarei novamente pela tua casa daqui a um ano, e então Sara, tua esposa, terá um filho».

15(14),2-3a.3cd-4ab.4c-5.

R/ Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?

2 O que vive sem mancha e pratica a justiça
3 e diz a verdade que tem no seu coração
e guarda a sua língua da calúnia.

3 O que não faz mal ao seu próximo,
3 nem ultraja o seu semelhante,
4 o que tem por desprezível o ímpio,
mas estima os que temem o Senhor.

4 O que não falta ao juramento
4 nem mesmo em seu prejuízo
5 e não empresta dinheiro com usura,
nem aceita presentes para condenar o inocente.
Quem assim proceder jamais será abalado.

1,24-28.

24 Irmãos: Agora alegro-me com os sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja.
25 Dela me tornei ministro, em virtude do cargo que Deus me confiou a vosso respeito, isto é, anunciar-vos em plenitude a palavra de Deus,
26 o mistério que ficou oculto ao longo dos séculos e que foi agora manifestado aos seus santos.
27 Deus quis dar-lhes a conhecer em que consiste, entre os gentios, a glória inestimável deste mistério: Cristo no meio de vós, esperança da glória.
28 E nós O anunciamos, advertindo todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, a fim de os apresentarmos todos perfeitos em Cristo.

10,38-42.

38 Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa.
39 Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.
40 Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me».
41 O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas,
42 quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».

Comentário ao Evangelho

Meu Deus, ensinai-me a encontrar a minha alegria no vosso louvor!

É fácil perceber que o louvor é uma componente essencial do amor e, portanto, uma parte indispensável dos nossos deveres para com Deus. [...] Mas há uma segunda razão pela qual devemos louvar a Deus: é que permitir que O louvemos é um favor incomparável da sua parte.

Pois não será o maior favor que podemos fazer a alguém permitir que essa pessoa nos diga, nos repita de todas as maneiras que nos ama? Dizer-lhe que o seu amor nos agrada não será quase o mesmo que dizer-lhe que também nós a amamos? [...] Deus permite-nos estar a seus pés, murmurando interminavelmente palavras de admiração e de amor: que graça, que bondade, que felicidade! [...] E que ingratidão seria desprezarmos semelhante favor! Estaríamos a desprezá-lo se não o aproveitássemos! E Deus não só nos permite esta felicidade das felicidades, como no-la ordena; Ele ordena-nos que Lhe digamos que O admiramos e amamos, e nós não respondemos a convite tão precioso e tão doce? Que ingratidão! Que indignidade! Que grosseria! Que monstruosidade!

Meu Senhor e meu Deus, ensinai-me a ter toda a minha alegria em Vos louvar, isto é, em Vos repetir sem cessar que sois infinitamente perfeito e que Vos amo infinitamente: «Delectare in Domino et dabit tibi petitiones tuas» (Sl 36,4), dissestes Vós. Ensinai-me a deleitar-me em Vós, na visão das vossas belezas infinitas, e no murmúrio amoroso e incessante dos vossos louvores a vossos pés! [...] Santa Maria Madalena, alcançai-me a graça de louvar Nosso Senhor, o nosso Mestre comum, como Ele quer que eu O louve!

São Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara Meditações sobre o Evangelho

Santo do Dia