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Liturgia diária

Quinta-feira da 29ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 21 De Outubro Cor litúrgica: Verde

6,19-23.

19 Irmãos: Falo com linguagem humana, por causa da vossa fraqueza: assim como entregastes os vossos membros como escravos ao serviço da impureza e da desordem, que conduz à revolta contra Deus, colocai agora os vossos membros ao serviço da justiça, que conduz à santidade.
20 Na verdade, quando éreis escravos do pecado, éreis livres em relação à justiça.
21 Mas que fruto colhestes então dessas obras de que atualmente vos envergonhais? De facto, o seu fim é a morte.
22 Mas agora, libertos do pecado e tornados servos de Deus, produzis o fruto que conduz à santificação, cujo fim é a vida eterna.
23 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Jesus Cristo, nosso Senhor.

1,1-2.3.4.6.

R/ Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida.

1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
2 mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite.

3 É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.

4 Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
6 O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.

12,49-53.

49 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim trazer o fogo à Terra e que quero Eu senão que ele se acenda?
50 Tenho de receber um batismo e estou ansioso até que ele se realize.
51 Pensais que Eu vim estabelecer a paz na Terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão.
52 A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três.
53 Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».

Comentário ao Evangelho

O fogo interior do amor

Um dos melhores frutos da vida de união e de abandono a Deus é alimentar na alma o fogo do amor, não apenas do amor divino, mas também da caridade com o próximo. Em contacto frequente com o calor do Amor substancial, a alma abrasa-se de interesse pela glória do Senhor, pela extensão do Reino de Cristo nos corações. A verdadeira vida interior leva quem a tem a entregar-se às almas e a Deus, é uma fonte de zelo. De facto, quem ama verdadeiramente a Deus deseja que Ele seja amado, que o seu nome seja santificado, que o seu reino se estabeleça nas almas e que a sua vontade seja feita por todos (cf Mt 6,9-10).

A alma que ama verdadeiramente a Deus sente profundamente as injúrias que são feitas ao objeto do seu amor, desfalecendo à vista das iniquidades dos pecadores que transgridem a lei divina (cf Sl 118,53); esta alma sofre quando vê que o império do príncipe das trevas se alarga em consequência do pecado, porque Satanás anda à nossa volta, sempre à procura de uma presa a quem devorar (cf 1Ped 5,8), e tem cúmplices nos quais incute um ardor incessante, um zelo de ódio contra os membros de Cristo Jesus. A alma que ama sinceramente a Deus está também devorada de zelo, mas pela glória da casa do Senhor (cf Sl 68,10).

Com efeito, o que é o zelo? É um ardor que queima e se comunica, que consome e se expande; é a chama do amor -- ou do ódio -- que se manifesta exteriormente pela ação. A alma abrasada por um zelo santo gasta-se sem medida pelos interesses de Deus, procurando servi-los com todas as suas forças; e, quanto mais intenso é este fogo interior, mais irradia para fora. Esta alma está animada pelo fogo que Cristo Jesus veio trazer à Terra, e que deseja ardentemente incendiar em nós (cf Lc 12,49).

Beato Columba Marmion (1858-1923) abade «O bom zelo»

Santo do Dia