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Liturgia diária

Sexta-feira da 22ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 3 De Setembro Cor litúrgica: Verde

1,15-20.

15 Cristo Jesus é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura;
16 porque nele foram criadas todas as coisas no Céu e na Terra, visíveis e invisíveis, tronos e dominações, principados e potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado.
17 Ele é anterior a todas as coisas e nele tudo subsiste.
18 Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar.
19 Aprouve a Deus que nele residisse toda a plenitude
20 e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na Terra e nos Céus.

100(99),2.3.4.5.

R/ Vinde à presença do Senhor com cânticos de alegria.

2 Aclamai o Senhor, Terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.

3 Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

4 Entrai pelas suas portas, dando graças,
penetrai em seus átrios com hinos de louvor,
glorificai-O, bendizei o seu nome.

5 Porque o Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

5,33-39.

33 Naquele tempo, os fariseus e os escribas disseram a Jesus: «Os discípulos de João Batista e os fariseus jejuam muitas vezes e recitam orações. Mas os teus discípulos comem e bebem».
34 Jesus respondeu-lhes: «Quereis vós obrigar a jejuar os companheiros do noivo enquanto o noivo está com eles?
35 Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão».
36 Disse-lhes também esta parábola: «Ninguém corta um remendo de um vestido novo para o deitar num vestido velho, porque não só rasga o vestido novo, como também o remendo não se ajustará ao velho.
37 E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo acaba por romper os odres, derramar-se-á e os odres ficarão perdidos.
38 Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos.
39 Quem beber do vinho velho não quer do novo, pois diz: "O velho é que é bom"».

Comentário ao Evangelho

«Quereis vós obrigar a jejuar os companheiros do noivo enquanto o noivo está com eles?»

Tínhamos deixado a Síria e aproximávamo-nos da província do Egito, desejosos de aprender os princípios dos monges antigos, espantados com a grande cordialidade com que éramos recebidos. Contrariamente ao que nos tinham ensinado nos mosteiros da Palestina, ali não se observava a regra de se esperar o momento fixado para as refeições, mas, exceto à quarta e à sexta-feira, onde quer que fôssemos, quebravam o jejum. Um dos anciãos a quem perguntámos porque era que, entre eles, se omitiam frequentemente os jejuns quotidianos, respondeu-nos: «O jejum está sempre comigo, mas a vós, de quem vou despedir-me em breve, não poderei guardar-vos sempre comigo. E o jejum, embora útil e necessário, é um presente voluntário, ao passo que as obras de caridade são uma exigência absoluta do preceito. É por isso que, acolhendo em vós a Cristo, eu restabeleço os alimentos; depois de me ter despedido de vós, poderei compensar em mim, através de um jejum mais estrito, a cortesia que tive convosco em atenção a Cristo. Na verdade, os companheiros do noivo não podem jejuar enquanto o noivo está com eles; fá-lo-ão quando ele partir».

São João Cassiano (c. 360-435) fundador de mosteiro em Marselha Sermões

Santo do Dia