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Liturgia diária

Sábado da 22ª semana do Tempo Comum

Sábado, 4 De Setembro Cor litúrgica: Verde

1,21-23.

21 Irmãos: Outrora éreis estranhos a Deus e na vossa mente seus inimigos pelas vossas más ações.
22 Mas agora Deus reconciliou-vos consigo pela morte de Cristo no seu corpo de carne, para vos apresentar diante dele santos, puros e irrepreensíveis.
23 Portanto, permanecei firmemente consolidados na fé e inabaláveis na esperança prometida pelo Evangelho que ouvistes e que foi anunciado a toda a criatura que há debaixo do céu. Eu, Paulo, fui constituído ministro deste Evangelho.

54(53),3-4.6.8.

R/ Deus vem em meu auxílio.

3 Senhor, salvai-me pelo vosso nome,
pelo vosso poder fazei-me justiça.
4 Senhor, ouvi a minha oração,
atendei às palavras da minha boca.

6 Deus vem em meu auxílio,
o Senhor sustenta a minha vida.
8 De bom grado oferecerei sacrifícios,
cantarei a glória do vosso nome, Senhor.

6,1-5.

1 Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos apanhavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos.
2 Alguns fariseus disseram: «Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?».
3 Respondeu-lhes Jesus: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome?
4 Entrou na casa de Deus, tomou e comeu os pães da proposição, que só aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos companheiros».
5 E acrescentou: «O Filho do homem é Senhor do sábado».

Comentário ao Evangelho

«Recorda-te do dia de sábado, para o santificar» (Ex 20,8)

Agora que estamos no tempo da graça que nos foi revelada, a observância do Sábado, outrora simbolizada pelo repouso de um único dia, foi abolida para os fiéis. Com efeito, neste tempo de graça, o cristão observa um Sábado perpétuo, se fizer todo o bem que faz na esperança do repouso que há de vir e não se gloriar das suas boas obras como se fossem um bem que tivesse por si mesmo, e não algo recebido.

Assim, compreendendo e recebendo o sacramento do batismo como um Sábado, quer dizer, como o descanso do Senhor no seu sepulcro (cf Rom 6,4), o cristão repousa das suas obras, para caminhar, desde então, numa vida nova, reconhecendo que Deus atua nele. Deus repousa e age em simultâneo, por um lado, concedendo à sua criatura a orientação que lhe convém e, por outro lado, usufruindo em Si mesmo de uma tranquilidade eterna.

Nem Deus Se cansou ao criar o mundo, nem refez as forças deixando de criar, mas quis, através destas palavras da sua Escritura [«Ao sétimo dia, Deus repousou» (Gn 2,2)], convidar-nos a desejar o repouso, dando-nos o mandamento de santificar esse dia (cf Ex 20,8).

Santo Agostinho (354-430) bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Comentário sobre o Génesis, 4, XIII/24-XIV/25

Santo do Dia