Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Quinta-feira da 22ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 2 De Setembro Cor litúrgica: Verde

1,9-14.

9 Irmãos:  Não cessamos de orar por vós e de pedir a Deus que vos encha do conhecimento da sua vontade, com toda a sabedoria e inteligência espiritual.
10 Assim vivereis de maneira digna do Senhor, agradando-Lhe em tudo, realizando toda a espécie de boas obras e progredindo no conhecimento de Deus.
11 Sereis fortalecidos com o seu poder glorioso, para que se confirme a vossa constância e longanimidade a toda a prova e, cheios de alegria,
12 deis graças a Deus Pai, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina.
13 Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do seu Filho muito amado,
14 no qual temos a redenção, o perdão dos pecados.

98(97),2-3ab.3cd-4.5-6.

R/ O Senhor revelou a sua salvação.

2 O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
3 Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
3 em favor da casa de Israel.

3 Os confins da Terra puderam ver
3 a salvação do nosso Deus.
4 Aclamai o Senhor, Terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

5 Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
6 ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei.

5,1-11.

1 Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus.
2 Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes.
3 Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão.
4 Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca».
5 Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes».
6 Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se.
7 Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam.
8 Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador».
9 Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada.
10 Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante, serás pescador de homens».
11 Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.

Comentário ao Evangelho

«Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens»

Tenho uma grande dívida para com Deus, que me deu a graça de, por meu intermédio, «povos numerosos» (Ez 38,6) terem renascido para Deus: «Farei de ti a luz das nações, a fim de que a minha salvação chegue até aos confins da Terra» (Is 49,6). É assim que quero «esperar o Prometido» (At 1,4), Aquele que não falha, como garante no evangelho: «Do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa com Abraão, Isaac e Jacob» (Mt 8,11): sabemos que os crentes virão de todo o mundo.

Por isso, vale a pena dedicarmo-nos à pesca, vigilantes, segundo a exortação e os ensinamentos do Senhor: «Vinde comigo e Eu farei de vós pescadores de homens» (Mt 4,19). E diz ainda, por meio dos profetas: «Vou mandar pescadores em grande número […]. Depois, enviarei numerosos caçadores» (Jer 16,16). É por isso que é muito importante lançarmos as redes, a fim de que «uma grande quantidade de peixes», «uma grande multidão» (Lc 6,17) seja apanhada para Deus e haja sacerdotes que batizem e exortem o povo, segundo a palavra do Senhor: «Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo» (Mt 28,19).

São Patrício (c. 385-c. 461) monge missionário, bispo Confissão § 38-40