Liturgia diária
Terça-feira da 14ª semana do Tempo Comum
32,22-32.
22 Naqueles dias, Jacob
23 levantou-se de noite, tomou consigo as duas esposas, as duas servas e os onze filhos e atravessou o vau do Jaboc.
24 Ajudou-os a passar a torrente com tudo o que possuía
25 e ficou para trás sozinho. Então, um homem lutou com ele até ao romper da aurora
26 e, ao ver que não podia dominá-lo, atingiu-lhe a articulação da coxa, de modo que o tendão da coxa de Jacob se deslocou, enquanto lutava com ele.
27 O homem disse-lhe: «Deixa-me ir, que já raiou a aurora». Mas Jacob respondeu-lhe: «Não te deixarei, enquanto não me abençoares».
28 O homem perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?». Ele respondeu: «Jacob».
29 Então, o homem disse-lhe: «Já não te chamarás Jacob, mas Israel, porque lutaste com Deus e com os homens e saíste vencedor».
30 Pediu-lhe então Jacob: «Rogo-te que me reveles o teu nome». Mas ele respondeu: «Porque queres saber o meu nome?». E abençoou-o.
31 Jacob deu àquele lugar o nome de Penuel, «porque», disse ele, «vi a Deus face a face e a minha vida foi salva».
32 Já nascia o Sol, quando Jacob atravessou Penuel; e manquejava de uma coxa. Se os israelitas, até ao presente, não comem o tendão que há na articulação da coxa, é porque Jacob foi atingido nesse tendão.
17(16),1.2-3.6-7.8b.15.
R/ Pela vossa bondade, Senhor, espero contemplar o vosso rosto.
1 Ouvi, Senhor, uma causa justa,
atendei a minha súplica.
Escutai a minha oração,
feita com sinceridade.
2 Sede Vós a fazer o meu julgamento,
pois vossos olhos veem o que é reto.
3 Se perscrutais o meu coração e o provais com o fogo,
não encontrareis em mim iniquidade.
6 Eu Vos invoco, ó Deus, respondei-me,
ouvi e escutai as minhas palavras.
7 Mostrai a vossa admirável misericórdia,
Vós que salvais quem se acolhe à vossa direita.
8 Guardai-me como a menina dos olhos,
protegei-me à sombra das vossas asas.
15 Mereça eu contemplar a vossa face
e, ao despertar, saciar-me com a vossa imagem.
9,32-38.
32 Naquele tempo, apresentaram a Jesus um mudo possesso do demónio.
33 Logo que o demónio foi expulso, o mudo falou. A multidão ficou admirada e dizia: «Nunca se viu coisa semelhante em Israel».
34 Mas os fariseus diziam: «É pelo príncipe dos demónios que Ele expulsa os demónios».
35 Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades.
36 Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos:
37 «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
38 Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara».
Comentário ao Evangelho
«Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor»
Olhai em volta, meus irmãos […]: porque há tantas mudanças e lutas, tantos partidos e seitas, tantos credos? Porque os homens estão insatisfeitos e inquietos. E porque estão eles inquietos, cada um com o seu salmo, a sua doutrina, a sua língua, a sua revelação, a sua interpretação? Estão inquietos porque não encontraram […]; tudo isso ainda não os levou à presença de Cristo, que é «alegria e delícias eternas» (Sl 16,11).
Se tivessem sido alimentados pelo pão da vida (cf Jo 6,35) e provado do favo de mel, os seus olhos ter-se-iam tornado limpos, como os de Jónatas (cf 1Sam 14,27), e teriam reconhecido o Salvador dos homens. Mas, não se tendo apercebido destas coisas invisíveis, têm de continuar a procurar e estão à mercê de rumores longínquos. […]
Triste espetáculo: o povo de Cristo errando pelas colinas «como ovelhas sem pastor». Em vez de O procurarem nos lugares que Ele sempre frequentou e na morada que Ele estabeleceu, avêm-se com projetos humanos, seguem guias estranhos e deixam-se cativar por opiniões novas, tornando-se joguetes do acaso e do humor do momento, e vítimas da sua própria vontade. Estão cheios de ansiedade, de perplexidade, de inveja e de preocupações, e são agitados e «levados por qualquer vento da doutrina, pela malícia dos homens e a sua astúcia, a extraviarem-se no erro» (Ef 4,14). Tudo isso porque não procuram «um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos» (Ef 4,5-6) para nele encontrarem «descanso para o espírito» (Mt 11,29).
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