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Liturgia diária

Quarta-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 7 De Julho Cor litúrgica: Verde

41,55-57.42,5-7a.17-24a.

55 Naqueles dias, toda a terra do Egito começou a sentir fome e o povo pediu pão ao faraó em altos brados. Então, o faraó disse a todos os egípcios: «Ide a José e fazei o que ele vos disser».
56 Como a fome se estendia a todo o país, José mandou abrir os celeiros e começou a vender trigo aos egípcios. Embora a fome se agravasse na terra do Egito,
57 de todos os países vinham ao Egito comprar trigo a José, pois a fome alastrava por toda a Terra.
5 Então, os filhos de Jacob chegaram para comprar trigo, no meio dos outros forasteiros, porque a fome assolava a terra de Canaã.
6 José tinha nas mãos o governo do país; era ele quem vendia o trigo a toda a população. Os irmãos de José chegaram e prostraram-se diante dele com o rosto em terra.
7 Ao ver os irmãos, José reconheceu-os, mas, fingindo que lhes era estranho, falou-lhes duramente
17 e mandou-os meter na prisão durante três dias.
18 No terceiro dia, disse-lhes José: «Fazei o que vou dizer-vos, para salvar a vida, porque eu sou temente a Deus.
19 Se estais de boa-fé, fique um dos vossos irmãos aqui preso e vós ide levar trigo, para matar a fome às vossas famílias.
20 Depois, trazei-me o vosso irmão mais novo; assim confirmareis as vossas palavras e não morrereis». Eles assim fizeram.
21 Então, começaram a dizer uns para os outros: «Estamos a pagar o que fizemos ao nosso irmão José. Vimos a sua angústia, quando nos implorava piedade, e não quisemos escutá-lo. Por isso caiu sobre nós esta desgraça».
22 Rúben respondeu-lhes: «Eu não vos dizia que não fizésseis mal ao menino? Mas vós não quisestes escutar-me e agora pedem-nos contas do seu sangue».
23 Eles não sabiam que José os compreendia, porque entre José e os irmãos estava o intérprete.
24 José afastou-se deles e chorou; depois, voltou para junto deles e falou-lhes.

33(32),2-3.10-11.18-19.

R/ Esperamos, Senhor, na vossa misericórdia.

2 Louvai o Senhor com a cítara,
cantai-Lhe salmos ao som da harpa.
3 Cantai-Lhe um cântico novo,
cantai-Lhe com arte e com alma.

10 O Senhor frustrou os planos dos pagãos,
fez malograr os projetos dos povos.
11 O plano do Senhor permanece eternamente
e os desígnios do seu coração por todas as gerações.

18 Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
para os que esperam na sua bondade,
19 para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.

10,1-7.

1 Naquele tempo, Jesus chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades.
2 São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;
3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
4 Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou.
5 Jesus enviou estes doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos.
6 Jesus deu-lhes também as seguintes instruções: «Ide às ovelhas perdidas da casa de Israel.
7 Pelo caminho, proclamai que está perto o Reino dos Céus.

Comentário ao Evangelho

Enviado às ovelhas perdidas

Cristo veio buscar a ovelha que se tinha perdido (cf Mt 18,12). Foi por ela que o Bom Pastor foi enviado no tempo, Ele que estava prometido desde sempre; foi por ela que nasceu e foi dado. Ela é única, escolhida entre os judeus e as nações [...], escolhida entre todas as nações, única no mistério, múltipla nas pessoas, múltipla pelo corpo segundo a natureza, única pelo espírito segundo a graça, em suma, uma única ovelha e uma multidão sem conta. Foi por isso que Aquele que veio buscar a única ovelha foi enviado «às ovelhas perdidas da casa de Israel» (Mt 15,24). [...] Ora, aquilo que o Pastor reconhece como seu «ninguém Lhe pode arrancar das mãos» (Jo 10,28), porque não se pode forçar o poder, enganar a sabedoria, destruir a caridade.

Por isso, Ele diz com segurança: «Daqueles que Me deste, Pai, não perdi nenhum» (Jo 17,12). [...] Ele foi enviado como verdade para os que andavam enganados, como caminho para os que andavam perdidos, como vida para os que estavam mortos, como sabedoria para os que eram loucos, como remédio para os doentes, como resgate para os cativos e como alimento para os que morriam de fome. Pode dizer-se portanto que, na pessoa de todos estes, Ele foi enviado «às ovelhas perdidas da casa de Israel», para que elas não se perdessem para sempre.

Isaac da Estrela (?-c. 1171) monge cisterciense Sermão 35

Santo do Dia