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Liturgia diária

Segunda-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 5 De Julho Cor litúrgica: Verde

28,10-22a.

10 Naqueles dias, Jacob saiu de Bersabé e tomou o caminho de Harã.
11 Chegando a certo lugar quando o Sol já se tinha posto, resolveu passar ali a noite. Tomou uma das pedras do local, colocou-a debaixo da cabeça e deitou-se ali mesmo.
12 Teve então um sonho: uma escada estava assente na terra e a parte superior tocava o céu; por ela subiam e desciam anjos de Deus.
13 No cimo da escada estava o Senhor, que lhe disse: «Eu sou o Senhor, Deus de Abraão teu pai e Deus de Isaac. Dar-te-ei, a ti e à tua descendência, a terra em que te encontras.
14 A tua descendência será tão numerosa como o pó da terra. Estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul, e, por ti e pela tua descendência, serão abençoadas todas as famílias da Terra.
15 Eu estou contigo: proteger-te-ei para onde quer que vás e reconduzir-te-ei a esta terra. Não te abandonarei, enquanto não tiver realizado tudo o que te prometi».
16 Quando Jacob despertou do sono, disse: «Realmente o Senhor está neste lugar e eu não o sabia».
17 Ele teve medo e disse: «Como é terrível este lugar! É nada menos que a casa de Deus e a porta do Céu».
18 Jacob levantou-se de manhã cedo, tomou a pedra que lhe servira de travesseiro, ergueu-a como estela e derramou óleo por cima.
19 A este lugar deu o nome de Betel, mas antes a cidade chamava-se Luza.
20 Jacob fez então este voto: «Se Deus estiver comigo e me guardar nesta viagem que faço, se me der pão para comer e roupa para vestir
21 e eu voltar são e salvo à casa paterna, então, o Senhor será o meu Deus
22 e esta pedra que eu ergui como estela será uma casa de Deus».

91(90),1-2.3-4.14-15ab.

R/ Senhor, meu Deus, em Vós confio.

1 Tu, que habitas sob a proteção do Altíssimo,
moras à sombra do Omnipotente,
2 diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela;
meu Deus, em Vós confio».

3 Ele te livrará do laço do caçador
e do flagelo maligno.
4 Cobrir-te-á com as suas penas,
debaixo das suas asas encontrarás abrigo.

14 «Porque confiou em Mim, hei de salvá-lo;
hei de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.
15 Quando Me invocar, hei de atendê-lo,
15 estarei com ele na tribulação.

9,18-26.

18 Naquele tempo, estava Jesus a falar aos seus discípulos, quando um chefe se aproximou e se prostrou diante dele, dizendo: «A minha filha acaba de falecer. Mas vem impor a mão sobre ela e viverá».
19 Jesus levantou-Se e acompanhou-o com os discípulos.
20 Entretanto, uma mulher que sofria um fluxo de sangue havia doze anos aproximou-se por detrás dele e tocou-Lhe na fímbria do manto,
21 pensando consigo: «Se eu ao menos Lhe tocar no manto, ficarei curada».
22 Mas Jesus voltou-Se e, ao vê-la, disse-lhe: «Tem confiança, minha filha. A tua fé te salvou». E a partir daquele momento a mulher ficou curada.
23 Ao chegar a casa do chefe e ao ver os tocadores de flauta e a multidão em grande alvoroço,
24 Jesus disse-lhes: «Retirai-vos, porque a menina não morreu; está a dormir». Riram-se dele.
25 Mas, quando mandou sair a multidão, Jesus entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se.
26 E a notícia divulgou-se por toda aquela terra.

Comentário ao Evangelho

«Se eu ao menos Lhe tocar no manto, ficarei curada»

Escutai, meus irmãos: se a bem-aventurada Virgem Maria é digna de louvor -- e é-o com justiça -- porque trouxe a Cristo em seu seio bendito, se o bem-aventurado João Batista estremeceu por não ousar tocar a sagrada cabeça do seu Deus, se o túmulo em que o corpo de Cristo foi encerrado durante algum tempo está rodeado de veneração, quão santo, justo e digno há de ser aquele que toca a Cristo com as mãos, O recebe na boca e no coração, e O dá aos outros em alimento, este Cristo que deixou de ser mortal e é agora eternamente vencedor e glorioso, que é Aquele que os anjos desejam contemplar.

Reparai na vossa dignidade, irmãos sacerdotes, e sede santos porque Ele é santo (cf 1Pe 1,16). [...] Grande miséria e miserável fraqueza será a vossa se, tendo-O nas mãos, vos entreteis com outra coisa!

Que todo o homem tema, que o mundo inteiro trema, que o Céu exulte quando Cristo, o Filho de Deus vivo, Se encontra sobre o altar, entre as mãos do sacerdote. Que grandeza admirável, que bondade extraordinária! Que humildade sublime! O Senhor do Universo, Deus e Filho de Deus, humilha-Se pela nossa salvação, a ponto de Se ocultar numa pequena hóstia de pão. Vede, irmãos, a humildade de Deus; prestai-Lhe homenagem no vosso coração. Sede humildes, vós também, para serdes por Ele exaltados. Nada guardeis para vós, a fim de que Aquele que a vós Se entrega por inteiro vos receba por inteiro.

São Francisco de Assis (1182-1226) fundador da Ordem dos Frades Menores Carta a toda a ordem

Santo do Dia