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Liturgia diária

Sexta-feira da 3ª semana da Quaresma

Sexta-Feira, 13 De Março Cor litúrgica: Roxo

14,2-10.

2 Assim fala o Senhor: «Israel, converte-te ao Senhor, teu Deus, porque foram os teus pecados que te fizeram cair.
3 Vinde com palavras de súplica, voltai para o Senhor e dizei-Lhe: “Perdoai todas as nossas faltas e aceitai o dom que Vos oferecemos, a homenagem dos nossos lábios.
4 Não é a Assíria que nos pode salvar; não montaremos mais a cavalo, nem chamaremos nosso deus à obra das nossas mãos, porque só em Vós o órfão encontra piedade”.
5 Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei generosamente, pois a minha ira afastou-se deles.
6 Serei como orvalho para Israel, que florirá como o lírio e lançará raízes como o cedro do Líbano.
7 Os seus ramos estender-se-ão ao longe, a sua opulência será como a da oliveira e a sua fragrância como a do Líbano.
8 Voltarão a sentar-se à minha sombra, farão reviver o trigo; florescerão como a vinha, criarão fama como o vinho do Líbano.
9 Que terá ainda Efraim de comum com os ídolos? Sou Eu que o atendo e olho por ele. Sou como o cipreste verdejante: graças a Mim darás muito fruto».
10 Quem for sábio entenderá estas palavras, quem for inteligente poderá compreendê-las. Porque são retos os caminhos do Senhor: por eles caminham os justos e neles tropeçam os pecadores.

81(80),6c-8a.8bc-9.10-11ab.14.17.

R/ Eu sou o Senhor, teu Deus: Escuta a minha voz.

6 Oiço uma língua desconhecida:
7 Aliviei os teus ombros do fardo
e soltei as tuas mãos dos cestos;
8 gritaste na angústia e Eu te libertei.

8 Do meio do trovão te respondi;
8 pus-te à prova junto das águas de Meriba.
9 Escuta, meu povo, a minha advertência,
assim Israel Me preste ouvidos:

10 Não terás contigo um deus alheio,
nem adorarás divindades estranhas.
11 Eu, o Senhor, sou o teu Deus,
11 que te fiz sair da terra do Egito.

14 Oh se o meu povo Me escutasse,
se Israel seguisse os meus caminhos,
17 alimentaria o meu povo com a flor da farinha
e saciá-lo-ia com o mel dos rochedos.

12,28b-34.

28 Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?».
29 Jesus respondeu: «O primeiro é este: "Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
30 Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças".
31 O segundo é este: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Não há nenhum mandamento maior que estes».
32 Disse-Lhe o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além dele.
33 Amá-lo com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios».
34 Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-lo.

Comentário ao Evangelho

Pedir o amor ao Pai

«Se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, Ele vo-la dará» (Jo 16,23). O Pai é Deus; nós somos seus filhos e dizemos-Lhe todos os dias: «Pai nosso, que estais nos Céus…». Por isso, nós, os filhos, devemos pedir alguma coisa ao Pai, a saber: o amor. De facto, tudo o que existe é nada sem o amor de Deus.

Amar a Deus é, pois, o que devemos pedir. Amemos a Deus como o filhote da cegonha ama o seu pai; de facto, diz-se que a cria da cegonha ama tanto o pai que, quando este envelhece, o consola e o alimenta. Também nós devemos consolar o nosso Pai neste mundo que envelhece: reconfortá-lo nos seus membros fracos e doentes; alimentá-lo nos pobres e nos necessitados. «Em verdade vos digo, quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes», disse Jesus (cf Mt 25,40). Se pedirmos amor, o Pai, que é amor, dar-nos-á aquilo que Ele próprio é: Amor.

Santo António de Lisboa (c. 1195-1231) franciscano, doutor da Igreja Sermão do Domingo depois da Páscoa

Santo do Dia