Liturgia diária
Segunda-feira da 1ª semana do Tempo Comum
1,1-8.
1 Havia um homem natural de Ramá, um sufita dos montes de Efraim, chamado Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Suf de Efraim.
2 Tinha duas mulheres, uma chamada Ana e outra chamada Fenena. Fenena tinha filhos; Ana, porém, não os tinha.
3 Esse homem costumava subir todos os anos da sua cidade até Silo, para adorar o Senhor do Universo e oferecer-Lhe sacrifícios. Aí se encontravam os dois filhos de Heli, Hofni e Fineias, sacerdotes do Senhor.
4 Cada vez que Elcana oferecia um sacrifício, costumava dar porções da vítima a sua mulher Fenena e a todos os seus filhos e filhas.
5 Embora amasse muito Ana, dava-lhe apenas uma porção, porque o Senhor a tinha feito estéril.
6 A sua rival irritava-a com humilhações, porque o Senhor a tinha deixado estéril.
7 Assim acontecia todos os anos e, sempre que subiam à casa do Senhor, Fenena ofendia Ana. Ana chorava e não comia.
8 Então Elcana, seu marido, disse-lhe: «Ana, porque choras? Porque não comes? Porque estás tão triste? Não sou melhor para ti do que dez filhos?».
116(115),12-13.14-17.18-19.
12 Como agradecerei ao Senhor
tudo quanto Ele me deu?
13 Elevarei o cálice da salvação,
invocando o nome do Senhor.
14 Cumprirei as minhas promessas ao Senhor
na presença de todo o povo.
15 É preciosa aos olhos do Senhor
a morte dos seus fiéis.
16 Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva:
quebrastes as minhas cadeias.
17 Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor,
invocando, Senhor, o vosso nome.
18 Cumprirei as minhas promessas ao Senhor,
na presença de todo o povo.
19 nos átrios da casa do Senhor,
dentro dos teus muros, Jerusalém.
1,14-20.
14 Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo:
15 «Cumpriu-se o tempo e está próximo o Reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
16 Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.
17 Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens».
18 Eles deixaram logo as redes e seguiram Jesus.
19 Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes;
20 e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus.
Comentário ao Evangelho
«Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens»
Quando vieram a Ele, eram pescadores de peixe, e tornaram-se pescadores de homens, como está dito: «Vou mandar pescadores em grande número que os hão de pescar – oráculo do Senhor. Depois disto, enviarei numerosos caçadores, que os hão de caçar pelas montanhas e colinas e nas cavidades dos rochedos» (Jer 16,16). Se tivesse enviado sábios, dir-se-ia que eles tinham persuadido o povo e o tinham ganhado, ou que o tinham enganado e aprisionado. Se tivesse enviado ricos, dir-se-ia que tinham enganado o povo, alimentando-o, ou que o haviam corrompido com dinheiro e subjugado. Se tivesse enviado homens fortes, dir-se-ia que tinham atraído o povo pela força ou forçado pela violência.
Mas os apóstolos não tinham nada disso. O Senhor mostrou-o através do exemplo de Simão Pedro, a quem faltou a coragem e que teve medo da voz de uma criada; que era pobre, porque não podia sequer pagar a sua quota do imposto (cf Mt 17,24ss): «não tenho ouro nem prata», disse ele (At 3,6); e que era inculto, uma vez que, quando negou o Senhor, não soube encontrar um estratagema inteligente para o fazer.
E foram estes pescadores de peixes que partiram pelo mundo e alcançaram a vitória sobre os fortes, os ricos e os sábios. Que grande milagre! Fracos como eram, atraíram sem violência os fortes para a sua doutrina; pobres, ensinaram os ricos; ignorantes, fizeram discípulos entre os sábios e os prudentes. A sabedoria do mundo deu lugar a esta sabedoria, que é a sabedoria das sabedorias.
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