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Liturgia diária

Terça-feira da 3ª semana do Advento

Terça-Feira, 16 De Dezembro Cor litúrgica: Roxo

3,1-2.9-13.

1 Eis o que diz o Senhor: «Ai da cidade rebelde e impura, ai da cidade opressora!
2 Não escutou nenhum apelo, nem aceitou qualquer aviso. Não confiou no Senhor, nem se aproximou do seu Deus.
9 Mas Eu darei aos povos lábios puros, para que todos invoquem o nome do Senhor e O sirvam de coração unânime.
10 Do outro lado dos rios da Etiópia, os meus adoradores virão trazer-Me ofertas.
11 Nesse dia não te envergonharás das ações com que Me ofendeste, porque afastarei do meio de ti os fanfarrões e arrogantes e não tornarás a vangloriar-te no meu santo monte.
12 Só deixarei ficar no meio de ti um povo pobre e humilde, e procurarão refúgio no nome do Senhor os sobreviventes de Israel.
13 Não voltarão a cometer injustiças, não tornarão a dizer mentiras, nem mais se encontrará na sua boca uma língua enganadora. Por isso terão pastagem e repouso, sem que ninguém os perturbe.

34(33),2-3.6-7.17-18.19.23.

R/ O pobre clamou e o Senhor ouviu a sua voz.

2 A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
3 A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

17 A face do Senhor volta-se contra os que fazem o mal,
para apagar da Terra a sua memória.
18 Os justos clamaram e o Senhor os ouviu,
livrou-os de todas as suas angústias.

19 O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado
e salva os de ânimo abatido.
23 O Senhor defende a vida dos seus servos,
não serão castigados os que nele confiam.

21,28-32.

28 Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: "Filho, vai hoje trabalhar na vinha".
29 Mas ele respondeu-lhe: "Não quero". Depois, porém, arrependeu-se e foi.
30 O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: "Eu vou, Senhor". Mas de facto não foi.
31 Qual dos dois fez a vontade ao pai?». Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o Reino de Deus.
32 João Batista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele».

Comentário ao Evangelho

A vontade de Deus é vida

O primeiro grau da contemplação, meus amados, é considerar incessantemente o que o Senhor deseja, o que Lhe apraz, o que Lhe é agradável. Todos O ofendemos em muitas coisas, a nossa falta de simplicidade fere a retidão da sua vontade, o que nos impede de nos unirmos, de nos ligarmos a Ele. Humilhemo-nos, pois, sob a mão poderosa do Deus altíssimo, expondo a nossa miséria diante dos olhos da sua misericórdia e dizendo-Lhe: «Cura-me, Senhor, e ficarei curado; salva-me e serei salvo» (Jr 17,14), e ainda: «Senhor, tem compaixão de mim; cura-me, embora tenha pecado contra Ti!» (Sl 41,5).

Quando o olhar do coração é purificado por este tipo de pensamentos, o coração não vive já cheio de amargura, mas nas delícias que se encontram no Espírito de Deus. Já não consideramos qual é a vontade de Deus sobre nós, mas qual é essa vontade em si mesma. Ora, Deus quer a vida, e não há nada mais útil nem mais vantajoso do que viver de acordo com a sua vontade. Por isso, na medida do possível, apliquemos o empenho que colocamos em querer conservar a nossa vida a não nos desviarmos do caminho que a ela conduz.

São Bernardo (1091-1153) monge cisterciense, doutor da Igreja Sermão 5 «De diversis», 4-5; PL 183, 556

Santo do Dia