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Liturgia diária

Quinta-feira da 1ª semana do Advento

Quinta-Feira, 4 De Dezembro Cor litúrgica: Roxo

26,1-6.

1 Naquele dia, cantarão este hino na terra de Judá: «Nós temos uma cidade forte; muralhas e fortificações foram postas para nos proteger.
2 Abri as portas para que entre um povo justo, um povo que pratica a fidelidade.
3 O seu coração está firme: dar-lhe-eis a paz, porque em Vós tem confiança».
4 Confiai sempre no Senhor, porque o Senhor é a nossa fortaleza eterna.
5 Humilhou os habitantes das alturas, abateu a cidade inacessível, derrubou-a por terra, arrasou-a até ao solo.
6 Ela é calcada aos pés, os pés dos infelizes, os passos dos pobres».

118(117),1.8-9.19-21.25-27a.

R/ Bendito o que vem em nome do Senhor.

1 Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
8 Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos homens.
9 Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos poderosos.

19 Abri-me as portas da justiça:
entrarei para dar graças ao Senhor.
20 Esta é a porta do Senhor:
os justos entrarão por ela.
21 Eu Vos darei graças porque me ouvistes
e fostes o meu Salvador.

25 Senhor, salvai os vossos servos,
Senhor, dai-nos a vitória.
26 Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos abençoamos.
27 O Senhor é Deus
e fez brilhar sobre nós a sua luz.

7,21.24-27.

21 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Nem todo aquele que Me diz "Senhor, Senhor" entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus.
24 Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.
25 Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
26 Mas todo aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia.
27 Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína».

Comentário ao Evangelho

Entrar no Reino fazendo a vontade do Pai

Um dia, enquanto Gertrude rezava pela saúde de sua mãe, desejando saber em que situação ela se encontrava, o Senhor respondeu-lhe: «Foi com uma alegria incomparável que esperei por este dia para conduzir à solidão aquela que escolhi, a fim de falar ao seu coração (cf Os 2,16). E a minha espera não Me desiludiu (cf Sl 77,30): ela responde-Me sempre de acordo com a minha vontade e obedece-Me em tudo, para minha grande alegria». O que significa: a doença é essa solidão na qual o Senhor fala ao coração e não ao ouvido da sua amada. [...]

Estas palavras que o Senhor diz à sua eleita são as provações e as preocupações do seu coração: a doente pensa que é inútil, que está a perder tempo, que são os outros que trabalham por ela, e que ainda por cima o fazem em vão, pois talvez nunca venha a recuperar a saúde. Mas responde a tudo isso de maneira conforme à vontade divina, mantendo a paciência em seu coração, desejando que a vontade de Deus se cumpra perfeitamente nela. [...]

E o Senhor acrescentou: «A minha eleita submete-se a Mim, para minha grande alegria, quando não procura escapar aos incómodos da doença. [...] E quanto mais Eu a sobrecarrego com a enfermidade e a fadiga, mais ela se torna dócil, aceitando com paciência e discrição, para gosto do meu dulcíssimo Coração, os cuidados necessários ao seu corpo. E isso é mais uma pedra na sua coroa, pois às vezes não o faz sem esforço. Que recupere o ânimo, porém, lembrando-se de que, graças à minha benevolência e ternura, tudo contribui para o bem daqueles que amam (cf Rm 8,28)».

Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301) monja beneditina O Arauto, Livro VI, SC 331

Santo do Dia