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Liturgia diária

Sexta-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 21 De Novembro Cor litúrgica: Verde

4,36-37.52-59.

36 Naqueles dias, disseram Judas Macabeu e os seus irmãos: «Agora que os nossos inimigos foram desbaratados, subamos a purificar o templo e celebrar a sua dedicação».
37 Reuniu-se todo o exército e subiram ao monte Sião.
52 No dia vinte e cinco do nono mês, que é o mês de Quisleu, do ano cento e quarenta e oito, levantaram-se de madrugada
53 e ofereceram um sacrifício, segundo as prescrições da Lei, sobre o altar dos holocaustos que tinham construído.
54 O altar foi dedicado ao som de cânticos, de cítaras e de címbalos, no mesmo mês e dia em que os gentios o tinham profanado.
55 Todo o povo se prostrou em adoração de rosto por terra e deu graças ao Céu por lhes ter dado tão feliz sucesso.
56 Celebraram a dedicação do altar durante oito dias e ofereceram holocaustos com grande alegria, bem como sacrifícios de comunhão e de ação de graças.
57 Adornaram a fachada do templo com coroas de ouro e escudos; restauraram as entradas e as salas, onde colocaram as portas.
58 Foi grande a alegria do povo e assim foi afastado o opróbrio causado pelos gentios.
59 Judas, com os seus irmãos e toda a assembleia de Israel, decidiu que todos os anos se celebrasse com alegria e regozijo a festa da dedicação do altar, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Quisleu.

29,10.11abc.11d-12a.12bcd.

R/ Celebramos, Senhor, o vosso nome glorioso.

10 Bendito sejais, Senhor, para todo o sempre,
Deus do nosso pai, Israel.
11 A Vós, Senhor, a grandeza e o poder,
11 a honra, a majestade e a glória.

11 Tudo, no Céu e na terra, Vos pertence,
11 sois o Rei soberano de todas as coisas.
12 De Vós nos vem a riqueza e a glória,
12 sois Vós o Senhor de todo o Universo.

12 Na vossa mão está o poder e a força,
em vossas mãos tudo se afirma e cresce.
12 Nós Vos louvamos, Senhor, nosso Deus,
e celebramos o vosso nome glorioso.

19,45-48.

45 Naquele tempo, Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores,
46 dizendo-lhes: «Está escrito: "A minha casa é casa de oração" e vós fizestes dela "um covil de ladrões"».
47 Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os chefes do povo procuravam dar-Lhe a morte,
48 mas não encontravam o modo de o fazer, porque todo o povo ficava maravilhado quando O ouvia.

Comentário ao Evangelho

«Está escrito: "A minha casa é casa de oração" e vós fizestes dela "um covil de ladrões"»

Nosso Senhor entrou no Templo e expulsou todos os que compravam e vendiam, dizendo: «Está escrito: "A minha casa é casa de oração" e vós fizestes dela "um covil de ladrões"». Que templo é este, que se tornou um covil de ladrões? É a alma e o corpo do homem, que são muito mais o verdadeiro templo de Deus que todos os templos alguma vez edificados (cf 1Cor 3,17; 6,19).

Quando Nosso Senhor quer vir a este templo, encontra-o transformado num covil de ladrões e numa feira de mercadores. Quem é o mercador? São os que dão o que têm – o seu livre árbitro – por aquilo que não têm – as coisas deste mundo. O mundo está cheio desses mercadores! Há-os entre os padres e os leigos, entre os religiosos, os monges e as freiras. [...] Tanta gente tão cheia da sua própria vontade [...]; tanta gente que procura em tudo o seu próprio interesse. Pelo contrário, se quisessem fazer negócio com Deus, oferecendo-Lhe a sua vontade, que feliz negócio fariam!

O homem deve querer, deve seguir, deve procurar Deus em tudo o que faz; e quando tiver feito tudo – beber, dormir, comer, falar, ouvir –, deixe então completamente as imagens das coisas e esvazie o seu templo. Uma vez o templo esvaziado, uma vez expulso esse bando de vendedores, a imaginação que te estorva, poderás ser uma casa de Deus (cf Ef 2,19). Terás então a paz e a alegria do coração, e mais nada te perturbará, nada do que agora te preocupa, te deprime e te faz sofrer.

Jean Tauler (c. 1300-1361) dominicano de Estrasburgo Sermão 46

Santo do Dia