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Liturgia diária

Quinta-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 20 De Novembro Cor litúrgica: Verde

2,15-29.

15 Naqueles dias, os enviados do rei Antíoco, encarregados de impor a apostasia, vieram à cidade de Modin para organizar sacrifícios.
16 Muitos israelitas obedeceram-lhes, mas Matatias e seus filhos ficaram reunidos à parte.
17 Os enviados do rei dirigiram-se a Matatias e disseram-lhe: «Tu és um homem importante e ilustre nesta cidade e tens o apoio dos teus filhos e dos teus irmãos.
18 Sê também o primeiro a cumprir o decreto do rei, como já fizeram todas as nações, os homens de Judá e os que ficaram em Jerusalém. Assim tu e os teus filhos sereis contados entre os amigos do rei e enriquecidos com prata, ouro e muitos presentes».
19 Matatias respondeu em alta voz: «Ainda que todos os povos do império do rei lhe obedeçam, abandonando o culto dos seus pais e cumprindo as vossas ordens,
20 eu, os meus filhos e os meus irmãos seguiremos a aliança dos nossos pais.
21 Deus nos livre de abandonar a Lei e os seus preceitos.
22 Não acataremos as ordens do rei, desviando-nos do nosso culto, quer para a direita quer para a esquerda».
23 Quando ele acabou de falar, aproximou-se um judeu à vista de todos, para oferecer um sacrifício no altar de Modin, segundo o decreto real.
24 À vista dele, Matatias inflamou-se de zelo, estremeceu-lhe o coração e, num impulso de justa ira, lançou-se sobre ele e degolou-o sobre o altar.
25 Em seguida matou o enviado do rei, que obrigava a oferecer sacrifícios, e demoliu o altar.
26 Assim mostrou o seu zelo pela Lei, tal como fizera Fineias a Zambri, filho de Salu.
27 Depois Matatias percorreu a cidade, dizendo em altas vozes: «Todo aquele que sentir zelo pela Lei e quiser manter a aliança siga-me».
28 Então ele e os seus filhos fugiram para os montes, deixando tudo quanto possuíam na cidade.
29 Muitos israelitas, que amavam a justiça e o direito, desceram ao deserto e aí se estabeleceram.

50(49),1-2.5-6.14-15.

R/ A quem segue o caminho recto darei a salvação de Deus.

1 Falou o Senhor, Deus soberano,
e convocou a Terra, do Oriente ao Ocidente.
2 De Sião, cheia de beleza, Deus refulgiu,
o nosso Deus vem e não Se calará.

5 «Reuni os meus fiéis,
que selaram a minha aliança com um sacrifício».
6 Os céus proclamam a sua justiça:
o próprio Deus vem julgar.

14 Oferece a Deus sacrifícios de louvor
e cumpre os votos feitos ao Altíssimo.
15 Invoca-Me no dia da tribulação:
Eu te livrarei e tu Me darás glória».

19,41-44.

41 Naquele tempo, quando Jesus Se aproximou de Jerusalém, ao ver a cidade, chorou sobre ela e disse:
42 «Se ao menos hoje conhecesses o que te pode dar a paz! Mas não. Está escondido a teus olhos.
43 Dias virão para ti, em que os teus inimigos te rodearão de trincheiras e te apertarão de todos os lados.
44 Esmagar-te-ão, a ti e aos teus filhos, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, por não teres reconhecido o tempo em que foste visitada».

Comentário ao Evangelho

«Se ao menos hoje conhecesses o que te pode dar a paz!»

«Haja paz dentro dos teus muros» (Sl 121,7). «Jerusalém, cidade bem edificada, que forma tão belo conjunto!» (v.3), haja paz na tua força e na tua caridade! Porque a tua força é a tua caridade. Ouve o que diz o Cântico dos Cânticos: «Forte como a morte é o amor» (8,6). Irmãos, que palavras admiráveis! […] Quem poderá resistir à morte, irmãos? Resiste a vossa caridade. Resistimos às chamas, às vagas, aos ferros, aos tiranos e aos reis, mas à morte, quem poderá resistir-lhe? Nada pode mais do que ela. Apenas o amor pode igualar a sua força; por isso, dizemos que é tão forte como a morte, porque o amor mata o que nós éramos para fazer surgir o que ainda não éramos, operando em nós uma espécie de morte; a mesma morte de que morreu São Paulo, ao dizer: «O mundo está crucificado para mim e eu para o mundo» (Gal 6,14) ou de que morreram aqueles a quem ele dizia: «Vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus» (Col 3,3).

Forte como a morte é o amor. […] Que a paz esteja na tua força, Jerusalém, que a paz esteja no teu amor. E com esta força, com este amor, com esta paz, que haja «tranquilidade em teus palácios» (Sl 121,7). […] Profusão de regalos, pasto de riquezas, eis o Deus uno; eis Aquele com quem se mantêm em união todos os habitantes desta cidade. Ele será a nossa abundância na cidade de Jerusalém.

Santo Agostinho (354-430) bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Comentários aos Salmos, salmo 121, n.º 12

Santo do Dia