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Liturgia diária

Segunda-feira da 31ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 3 De Novembro Cor litúrgica: Verde

11,29-36.

29 Irmãos: Os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis.
30 Vós fostes outrora desobedientes a Deus e agora alcançastes misericórdia, devido à desobediência dos judeus.
31 Assim também eles desobedeceram agora, de modo que, devido à misericórdia obtida por vós, também eles agora alcancem misericórdia.
32 Efetivamente, Deus encerrou a todos na desobediência, para usar de misericórdia para com todos.
33 Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus desígnios e incompreensíveis os seus caminhos!
34 Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem foi o seu conselheiro?
35 Quem Lhe deu primeiro, para que tenha de receber retribuição?
36 Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória a Deus para sempre. Ámen.

69(68),30-31.33-34.36-37.

R/ Pela vossa bondade, ouvi-me, Senhor.

30 Eu sou pobre e miserável:
defendei-me com a vossa proteção.
31 Louvarei com cânticos o nome de Deus
e em ação de graças O glorificarei.

33 Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
34 O Senhor ouve os pobres
e não despreza os cativos.

36 Deus protegerá Sião, reconstruirá as cidades de Judá
e voltarão a ocupá-la os cativos.
37 Os seus servos a receberão em herança,
e nela hão de morar os que amam o seu nome.

14,12-14.

12 Naquele tempo, disse Jesus a um dos principais fariseus, que O tinha convidado para uma refeição: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído.
13 Mas, quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;
14 e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos».

Comentário ao Evangelho

«Quando ofereceres um banquete, convida os pobres»

Velemos pela saúde do nosso próximo com o mesmo cuidado com que velamos pela nossa, esteja ele saudável ou desgastado pela doença. Porque «um só corpo em Cristo» (Rom 12,5), ricos e pobres, escravos e livres, sãos e doentes. Para todos, há uma só cabeça e princípio de tudo, que é Cristo (cf Col 1,18); o que os membros do corpo são uns para os outros, é cada um de nós para cada um dos seus irmãos. Por isso, não podemos esquecer nem abandonar aqueles que caíram antes de nós num estado de fraqueza a que todos estamos sujeitos. Antes de nos regozijarmos por estarmos de boa saúde, compadeçamo-nos da infelicidade dos nossos irmãos mais pobres. [...] Eles são à imagem de Deus tal como nós e, apesar da sua aparente decadência, mantiveram melhor do que nós a fidelidade a essa imagem. Neles, o homem interior revestiu o próprio Cristo e eles receberam o mesmo «penhor do Espírito» (2Cor 5,5), têm as mesmas leis, os mesmos mandamentos, as mesmas alianças, as mesmas assembleias, os mesmos mistérios, a mesma esperança. Cristo, Aquele «que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29), também morreu por eles. Eles tomam parte da herança da vida celeste, depois de terem sido privados de muitos bens neste mundo. São companheiros de Cristo nos seus sofrimentos e sê-lo-ão na sua glória.

São Gregório de Nazianzo (330-390) bispo, doutor da Igreja Do amor aos pobres, 8, 14

Santo do Dia