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Liturgia diária

Quarta-feira da 28ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 15 De Outubro Cor litúrgica: Verde

2,1-11.

1 Não tens desculpa, quem quer que sejas, tu que julgas os outros. Ao julgares os outros, condenas-te a ti próprio, pois tu, que te fazes juiz, cometes as mesmas ações.
2 Ora nós sabemos que o juízo de Deus se exerce conforme a verdade contra aqueles que praticam essas ações.
3 E tu, que fazes as mesmas coisas que condenas nos outros, pensas que te furtarás ao juízo de Deus?
4 Ou desprezas as riquezas da sua bondade, paciência e magnanimidade, não reconhecendo que a bondade de Deus te convida à conversão?
5 Pela tua obstinação e pelo teu coração impenitente, estás a acumular contra ti um tesouro de ira para o dia da ira, em que se revelará o justo juízo de Deus,
6 que retribuirá a cada um segundo as suas obras:
7 a vida eterna para aqueles que, perseverando na prática das boas obras, procuram a glória, a honra e a imortalidade;
8 a ira e a indignação para aqueles que, pela sua rebeldia, rejeitam a verdade e obedecem à injustiça.
9 Tribulação e angústia para todo o homem que pratica o mal: primeiro para o judeu, mas também para o não judeu;
10 glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem: primeiro para o judeu, mas também para o não judeu.
11 Porque Deus não faz aceção de pessoas.

62(61),2-3.6-7.9.

R/ Só em Deus descansa, ó minha alma.

2 Só em Deus descansa a minha alma,
dele me vem a salvação.
3 Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado.

6 Minha alma, só em Deus descansa:
dele vem a minha esperança.
7 Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado.

9 Povo de Deus,
em todo o tempo ponde nele a vossa confiança,
desafogai em sua presença os vossos corações.
Deus é o nosso refúgio.

11,42-46.

42 Naquele tempo, disse o Senhor: «Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças, mas desprezais a justiça e o amor de Deus! Devíeis praticar estas coisas, sem omitir aquelas.
43 Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e das saudações na praça pública!
44 Ai de vós, porque sois como sepulcros disfarçados, sobre os quais passamos sem o saber!».
45 Então um dos doutores da lei tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, ao dizeres essas palavras também nos insultas a nós».
46 Jesus respondeu: «Ai de vós também, doutores da lei, porque impondes aos homens fardos insuportáveis e vós próprios nem com um só dedo tocais nesses fardos!».

Comentário ao Evangelho

«Ai de vós [...], porque impondes aos homens fardos insuportáveis»

Um irmão que tinha pecado foi expulso da igreja pelo padre; o abba Bessarião levantou-se e saiu com ele, dizendo: «Eu também sou pecador» […].

Certa vez, em Cétia, houve um irmão que pecou. Realizou-se um conselho, para o qual convocaram o abba Moisés. Mas este recusou-se a ir. Então, o padre mandou dizer-lhe: «Vem, porque estão todos à tua espera». Ele levantou-se e apareceu com um cesto cheio de buracos, que enchera de areia e trazia às costas. Os outros, indo ao seu encontro, perguntaram-lhe: «O que é isso, padre?» O velho respondeu: «Os meus pecados escoam atrás de mim e eu venho aqui hoje para julgar os pecados de outros?» Ouvindo isto, eles não disseram nada ao irmão, mas perdoaram-lhe.

O abba José pediu ao abba Poemen: «Diz-me como hei de tornar-me monge». O velho respondeu-lhe: «Se quiseres encontrar tranquilidade neste mundo e no mundo que há de vir, diz em todas as ocasiões: "Quem sou eu?" E não julgues ninguém».

Um irmão perguntou ao abba Poemen: «Se eu vir um pecado do meu irmão, devo escondê-lo?» O velho respondeu-lhe: «Quando escondemos os pecados dos nossos irmãos, também Deus esconde os nossos, e quando damos a conhecer os pecados dos nossos irmãos, também Ele dá a conhecer os nossos».

Máximas dos Padres do Deserto (séculos IV e V) SC 387

Santo do Dia