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Liturgia diária

Sábado da 27ª semana do Tempo Comum

Sábado, 11 De Outubro Cor litúrgica: Verde

4,12-21.

12 Eis o que diz o Senhor: «Levantem-se as nações e encaminhem-se para o Vale de Josafat. Ali estarei sentado a julgar todas as nações vizinhas.
13 Metei a foice, porque a seara está madura; vinde pisar, porque o lagar está cheio: os tanques transbordam, porque é grande a malícia das nações».
14 Multidões e multidões no Vale do Julgamento! Está próximo o dia do Senhor no Vale do Julgamento!
15 O sol e a lua escureceram e as estrelas perderam o seu brilho.
16 O Senhor ruge desde Sião, de Jerusalém faz ouvir a sua voz: tremem os Céus e a Terra. Mas o Senhor é um refúgio para o seu povo, um abrigo para os filhos de Israel.
17 «Então sabereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus, que habito em Sião, o meu santo monte. Jerusalém será um lugar sagrado e nunca mais passarão por lá os estranhos».
18 Nesse dia, os montes escorrerão vinho novo, as colinas jorrarão leite e correrão águas em todos os ribeiros de Judá. Do Templo do Senhor sairá uma nascente, para regar o Vale das Acácias.
19 O Egito será terra devastada e Edom um deserto desolado, por causa das violências contra os filhos de Judá, por terem derramado na sua terra sangue inocente.
20 Mas Judá será habitado para sempre e Jerusalém de geração em geração.
21 «Eu vingarei o seu sangue, que não deixarei impune». E o Senhor habitará em Sião.

97(96),1-2.5-6.11-12.

R/ Alegrai-vos, justos, no Senhor.

1 O Senhor é Rei: exulte a terra,
rejubile a multidão das ilhas.
2 Ao seu redor, nuvens e trevas;
a justiça e o direito são a base do seu trono.

5 Derretem-se os montes como cera
diante do Senhor de toda a terra.
6 Os céus proclamam a sua justiça
e todos os povos contemplam a sua glória.

11 A luz resplandece para os justos
e a alegria para os corações retos.
12 Alegrai-vos, ó justos, no Senhor
e louvai o seu nome santo.

11,27-28.

27 Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito».
28 Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

Comentário ao Evangelho

«Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática»

«Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». Grande é a devoção e grande a fé que se exprimem nestas palavras da mulher do Evangelho. Enquanto os escribas e os fariseus põem o Senhor à prova e blasfemam, esta mulher reconhece diante de todos a sua encarnação com tal lealdade, confessa-a com tal certeza, que desmonta a calúnia dos seus contemporâneos e a falsa lei dos heréticos dos tempos futuros. Ofendendo as obras do Espírito Santo, os contemporâneos de Jesus negavam que Ele fosse verdadeiramente Filho de Deus, consubstancial ao Pai. Mais tarde, houve homens que negaram também que, pela ação do Espírito Santo, Maria sempre virgem tenha fornecido a substância da sua carne ao Filho de Deus que havia de nascer com um corpo verdadeiramente humano: negaram que Ele fosse verdadeiramente Filho do homem, da mesma natureza que sua Mãe. Mas o apóstolo Paulo desmente essa opinião quando diz de Jesus que Ele é «nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da Lei» (Gal 4,4). Porque, concebido no seio da Virgem, Ele não foi buscar a sua carne ao nada, nem a outra parte qualquer, mas ao corpo de sua Mãe. De outro modo, não seria exato chamar-Lhe verdadeiramente Filho do homem. [...]

Feliz Mãe, na verdade, esta que, nas palavras do poeta, «deu à luz o Rei que rege o Céu e a Terra por todos os séculos, Ela que viveu as alegrias da maternidade e detém as honras da virgindade. Antes dela, não se viu outra assim, e nunca mais se verá depois dela» (Sedúlio). E contudo, o Senhor acrescenta: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática», confirmando de forma magnífica o testemunho desta mulher. Pois não somente declara bem-aventurada aquela a quem foi dado conceber corporalmente o Verbo de Deus, como igualmente bem-aventurados todos aqueles que se apliquem a conceber espiritualmente o mesmo Verbo pela escuta da fé, e a alimentá-lo no seu coração e no coração dos outros, tendo-O presente pela prática do bem.

São Beda o Venerável (c. 673-735), monge beneditino, doutor da Igreja Homilia sobre S. Lucas, liv. IV, 49

Santo do Dia