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Liturgia diária

Sexta-feira da 27ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 10 De Outubro Cor litúrgica: Verde

1,13-15.2,1-2.

13 Vesti-vos de luto e chorai, sacerdotes, entoai lamentações, ministros do altar. Vinde passar a noite com vestes de penitência, ministros do meu Deus. Porque, no Templo de Deus, desapareceram a oferenda e a libação.
14 Proclamai um solene jejum, convocai uma assembleia. Reuni os anciãos e todos os habitantes do país no Templo do Senhor, vosso Deus. E clamai ao Senhor:
15 «Ah, que dia este!». Está próximo o dia do Senhor, que vai chegar como devastação que vem do Omnipotente.
1 Tocai a trombeta em Sião, dai o alarme no meu santo monte. Estremeçam todos os habitantes do país, porque está a chegar o dia do Senhor. Sim, ele está próximo:
2 será dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de sombras. Como a luz da aurora, estende-se sobre os montes um povo numeroso e forte. Nunca houve povo nenhum como ele, nem depois dele haverá outro, até às mais longínquas gerações.

9(9A),2-3.6.16.8-9.

R/ O Senhor julgará a terra com justiça.

2 De todo o coração, Senhor, Vos quero louvar
e contar todas as vossas maravilhas.
3 Quero alegrar-me e exultar em Vós,
quero cantar o vosso nome, ó Altíssimo.

6 Ameaçastes os pagãos, destruístes os ímpios,
apagastes o seu nome para sempre.
16 Afundaram-se os pagãos no fosso que abriram,
ficaram presos os seus pés na armadilha que prepararam.

8 O Senhor é Rei para sempre,
firmou o seu trono para julgar.
9 Ele julga a Terra com justiça,
governa os povos com retidão.

11,15-26.

15 Naquele tempo, Jesus expulsou um demónio, mas alguns dos presentes disseram: «É por Belzebu, príncipe dos demónios, que Ele expulsa os demónios».
16 Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do Céu.
17 Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse: «Todo o reino dividido contra si mesmo acaba em ruínas e cairá casa sobre casa.
18 Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios.
19 Ora, se Eu expulso os demónios por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes.
20 Mas, se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o Reino de Deus chegou até vós.
21 Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança.
22 Mas, se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos.
23 Quem não está comigo, está contra Mim, e quem não junta comigo, dispersa.
24 Quando o espírito impuro sai do homem, anda a vaguear por lugares desertos à procura de repouso. Como não o encontra, diz consigo: "Voltarei para a casa de onde saí".
25 Quando lá chega, encontra-a varrida e arrumada.
26 Então, vai e toma consigo sete espíritos piores do que ele, que entram e se instalam nela. E o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro».

Comentário ao Evangelho

«Um homem forte e bem armado»

Meu querido filho, vemos que Deus armou o homem com uma arma tão sólida que nem o demónio nem as criaturas podem feri-lo: a vontade livre; é por causa dessa liberdade que Ele diz: criei-vos sem vós, mas não vos salvarei sem vós.

Deus quer, pois, que usemos as armas que Ele nos deu para resistirmos aos golpes que recebemos dos nossos inimigos. Temos três inimigos principais: o mundo, a carne e o demónio. Mas não temamos; a divina Providência armou-nos tão bem que nada temos a temer. A armadura é boa, e Aquele que nos socorre é ainda melhor: é Deus, a quem nada pode resistir; e, se olhar para esse auxílio doce e poderoso, a nossa alma não cairá em fraqueza. Parece ser esse o pensamento do ardoroso São Paulo, quando dizia: «Tudo posso naquele que me conforta» (Fil 4,13).

Quando Paulo sentia os ataques e os espinhos da carne, não se fortalecia em si mesmo, pois via-se fraco, mas em Cristo Jesus e na armadura que Deus lhe havia dado ao conceder-lhe liberdade, pois dizia: tudo posso, e nem o demónio nem nenhuma criatura pode forçar-me a cometer um pecado mortal se eu não quiser. Enquanto o homem não se despojar dessas armas e as entregar nas mãos do demónio pelo consentimento da vontade não será derrotado, mesmo que o demónio, a carne e o mundo o ataquem e lhe lancem setas envenenadas. [...] Portanto, meu querido filho em Cristo Jesus, não temas por nada do que estás a passar.

Santa Catarina de Sena (1347-1380) terceira dominicana, doutora da Igreja, copadroeira da Europa Carta 66 a Pierre, marquês de Mont, n.º 210

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