Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Sábado da 22ª semana do Tempo Comum

Sábado, 6 De Setembro Cor litúrgica: Verde

1,21-23.

21 Irmãos: Outrora éreis estranhos a Deus e na vossa mente seus inimigos pelas vossas más ações.
22 Mas agora Deus reconciliou-vos consigo pela morte de Cristo no seu corpo de carne, para vos apresentar diante dele santos, puros e irrepreensíveis.
23 Portanto, permanecei firmemente consolidados na fé e inabaláveis na esperança prometida pelo Evangelho que ouvistes e que foi anunciado a toda a criatura que há debaixo do céu. Eu, Paulo, fui constituído ministro deste Evangelho.

54(53),3-4.6.8.

R/ Deus vem em meu auxílio.

3 Senhor, salvai-me pelo vosso nome,
pelo vosso poder fazei-me justiça.
4 Senhor, ouvi a minha oração,
atendei às palavras da minha boca.

6 Deus vem em meu auxílio,
o Senhor sustenta a minha vida.
8 De bom grado oferecerei sacrifícios,
cantarei a glória do vosso nome, Senhor.

6,1-5.

1 Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos apanhavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos.
2 Alguns fariseus disseram: «Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?».
3 Respondeu-lhes Jesus: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome?
4 Entrou na casa de Deus, tomou e comeu os pães da proposição, que só aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos companheiros».
5 E acrescentou: «O Filho do homem é Senhor do sábado».

Comentário ao Evangelho

«O Filho do Homem é Senhor do sábado»

Todos os dias da criação são grandes e admiráveis, mas nenhum pode comparar-se ao sétimo; nesse dia, não é a criação de um ou outro elemento natural que se propõe à nossa contemplação, é o repouso do próprio Deus e a perfeição de todas as criaturas. Lemos, com efeito: «Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado» (Gn 2,2). Grande é este dia, insondável este repouso, magnífico este sabat! Ah, se pudesses compreender! Este dia não foi determinado pelo curso do sol visível, não começa quando este nasce, não termina quando este se põe; não tem manhã e tarde (cf Gn 1,5). [...]

Escutemos Aquele que nos convida ao repouso: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei» (Mt 11,28): é a preparação para o sabat. E, sobre o sabat propriamente dito, diz-nos: «Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas» (29). Eis o repouso e a tranquilidade, eis o verdadeiro sabat.

Porque este jugo não pesa, este jugo une; este fardo não tem peso, tem asas. Este jugo é a caridade; este fardo é o amor fraterno. Nele encontramos repouso, nele celebramos o sabat; nele somos libertados da escravidão. [...] E, mesmo que a nossa enfermidade nos leve a cometer algum pecado, nem por isso o sabat será interrompido, porque «a caridade cobre a multidão dos pecados» (1Ped 4,8).

Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167) monge cisterciense «O Espelho da Caridade», I, 19.29

Santo do Dia