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Liturgia diária

Terça-feira da 22ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 2 De Setembro Cor litúrgica: Verde

5,1-6.9-11.

1 Irmãos: Sobre o tempo e a ocasião, não precisais que vos escreva,
2 pois vós próprios sabeis perfeitamente que o dia do Senhor vem como um ladrão noturno.
3 E quando disserem: «Paz e segurança», é então que subitamente cairá sobre eles a ruína, como as dores da mulher que está para ser mãe, e não poderão escapar.
4 Mas vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão,
5 porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia: nós não somos da noite nem das trevas.
6 Por isso, não durmamos como os outros, mas permaneçamos vigilantes e sóbrios.
9 Deus não nos destinou para sofrermos a sua ira, mas para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo,
10 que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos em união com Ele.
11 Por isso, animai-vos mutuamente e edificai-vos uns aos outros, como já fazeis.

27(26),1.4.13-14.

R/ O Senhor é a minha luz e a minha salvação.

1 O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei de temer?
O Senhor é protetor da minha vida:
de quem hei de ter medo?

4 Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.

13 Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
14 Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia no Senhor.

4,31-37.

31 Naquele tempo, Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e ali ensinava aos sábados.
32 Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque falava com autoridade.
33 Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha um espírito de demónio impuro, que bradou com voz forte:
34 «Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus».
35 Disse-lhe Jesus em tom severo: «Cala-te e sai desse homem». O demónio, depois de o ter arremessado para o meio dos presentes, saiu dele sem lhe fazer mal nenhum.
36 Todos se encheram de assombro e diziam entre si: «Que palavra esta! Ordena com autoridade e poder aos espíritos impuros e eles saem!».
37 E a fama de Jesus espalhava-se por todos os lugares da região.

Comentário ao Evangelho

«Vieste para nos destruir?»

Os anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para o seu último destino por livre escolha e amor preferencial. Podem, por conseguinte, desviar-se. De facto, pecaram. Foi assim que entrou no mundo o mal moral, incomensuravelmente mais grave que o mal físico. Deus não é, de modo algum, nem direta nem indiretamente, causa do mal moral. No entanto, permite-o por respeito pela liberdade da sua criatura e, misteriosamente, sabe tirar dele o bem. […] Do maior mal moral jamais praticado, como foi o repúdio e a morte do Filho de Deus, causado pelos pecados de todos os homens, Deus, pela superabundância da sua graça (cf Rom 5,20), tirou o maior dos bens: a glorificação de Cristo e a nossa redenção. Mas nem por isso o mal se transforma em bem.

«Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam» (Rom 8,28). O testemunho dos santos não cessa de confirmar esta verdade. Assim, Santa Catarina de Sena diz aos «que se escandalizam e se revoltam contra o que lhes acontece»: "Tudo procede do amor, tudo está ordenado para a salvação do homem, e a nenhum outro fim"»; e Juliana de Norwich: «Compreendi, pois, pela graça de Deus, que era necessário ater-me firmemente à fé […] e crer, com não menos firmeza, que todas as coisas serão para bem».

Nós cremos firmemente que Deus é o Senhor do mundo e da história. Muitas vezes, porém, os caminhos da sua Providência são-nos desconhecidos. Só no fim, quando acabar o nosso conhecimento parcial e virmos Deus «face a face» (1Cor 13,12), é que nos serão plenamente conhecidos os caminhos pelos quais, mesmo através do mal e do pecado, Deus conduz a criação ao repouso desse Sábado definitivo em vista do qual criou o Céu e a Terra.

Catecismo da Igreja Católica §§ 311-314