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Liturgia diária

Segunda-feira da 22ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 1 De Setembro Cor litúrgica: Verde

4,13-18.

13 Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos defuntos, para não vos contristardes como os outros, que não têm esperança.
14 Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido.
15 Eis o que temos para vos dizer, segundo uma palavra do Senhor: nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor, não precederemos os que tiverem morrido.
16 Ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, o próprio Senhor descerá do Céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.
17 Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado, seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
18 Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

96(95),1.3.4-5.11-12.13.

R/ O Senhor vem julgar a terra.

1 Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, Terra inteira,
3 publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.

4 O Senhor é grande e digno de louvor,
mais temível que todos os deuses.
5 Os deuses dos gentios não passam de ídolos,
foi o Senhor quem fez os céus.

11 Alegrem-se os céus, exulte a Terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
12 exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores das florestas.

13 Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a Terra.
Julgará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.

4,16-30.

16 Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura.
17 Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito:
18 «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos
19 e a proclamar o ano da graça do Senhor».
20 Depois, enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga.
21 Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
22 Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?».
23 Jesus disse-lhes: «Por certo Me citareis o ditado: "Médico, cura-te a ti mesmo". Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum».
24 E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra.
25 Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a Terra;
26 contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia.
27 Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã».
28 Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga.
29 Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-no até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo.
30 Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.

Comentário ao Evangelho

«Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga»

«Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré [...]. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu"». Não foi por mero acaso, mas por intervenção da divina Providência, que Jesus abriu o livro e encontrou no texto o capítulo que profetizava sobre Ele. Pois se está escrito: «Não se vendem dois passarinhos por uma moeda? E nem um deles cairá por terra sem consentimento do vosso Pai. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados» (Mt 10,29-30), não poderia ser por acaso que a escolha do livro de Isaías [...] expressava o mistério de Cristo. [...] De facto, este texto lembra Cristo, [...] que disse: «Ele Me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres». Os «pobres» são os pagãos, que eram pobres porque não possuíam absolutamente nada: nem Deus, nem Lei, nem profetas, nem justiça, nem qualquer outra virtude. Foi por isso que Deus O enviou como mensageiro aos pobres, para «proclamar a redenção aos cativos». [...] Haverá ser mais oprimido e ferido do que o homem antes de ser libertado e curado por Jesus? [...]

«Depois, enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga». Também neste momento, se quiserdes [...], aqui nesta assembleia, podeis fixar os olhos no Salvador. Se dirigirdes o olhar mais profundo do vosso coração para a contemplação da Sabedoria, da Verdade, do Filho único de Deus, tereis os olhos fixos em Jesus. Bem-aventurada a assembleia da qual a Escritura atesta que todos tinham os olhos fixos nele! Como eu gostaria que sobre esta assembleia se pudesse dizer o mesmo! Que todos, catecúmenos e fiéis, mulheres, homens e crianças, tenhais os olhos [...] do coração ocupados a olhar para Jesus! E, quando O olhardes, a sua luz tornará o vosso rosto mais luminoso, e podereis dizer: «Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz da vossa face» (Sl 4,7).

Orígenes (c. 185-253) presbítero, teólogo Homilias sobre São Lucas, n.° 32, 3-6, SC 87

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