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Liturgia diária

Quarta-feira da 21ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 27 De Agosto Cor litúrgica: Verde

2,9-13.

9 Bem vos lembrais, irmãos, dos nossos trabalhos e canseiras. Foi a trabalhar noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, que vos pregámos o evangelho de Deus.
10 Vós sois testemunhas, e Deus também, de como nos portámos de maneira justa, santa e irrepreensível em relação a vós, os crentes.
11 E bem sabeis que, como um pai trata os seus filhos,
12 exortámos, animámos e conjurámos cada um de vós a proceder de maneira digna de Deus, que vos chama ao seu reino e à sua glória.
13 Por isso, não cessamos de dar graças a Deus, porque, depois de terdes recebido a palavra de Deus por nós pregada, vós a acolhestes, não como palavra humana, mas como ela é realmente, palavra de Deus, que permanece ativa em vós, os crentes.

139(138),7-8.9-10.11-12ab.

R/ Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu coração.

7 Onde poderei ocultar-me ao vosso espírito?
Onde evitarei a vossa presença?
8 Se subir ao céu, Vós lá estais;
se descer aos abismos, ali Vos encontrais.

9 Se voar nas asas da aurora,
se habitar nos confins do oceano,
10 mesmo ali a vossa mão me guiará
e a vossa direita me sustentará.

11 Se disser: «Talvez as trevas me hão de ocultar
e a luz em volta de mim se fará noite»,
12 nem as trevas têm para Vós escuridade:
12 a noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz.

23,27-32.

27 Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque sois semelhantes a sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a podridão.
28 Assim sois vós também: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade.
29 Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas e ornamentais os túmulos dos justos;
30 e dizeis: "Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas".
31 Assim dais testemunho contra vós mesmos, confessando que sois os filhos daqueles que mataram os profetas.
32 Completai, então, a obra dos vossos pais».

Comentário ao Evangelho

Senhor, arranca-me o meu coração de pedra

É a nossa vez de amarmos a Cristo como Ele nos amou. Ele deixou-nos o seu exemplo para que seguíssemos os seus passos (cf 1Ped 2,21). Por isso disse: «Grava-Me como selo em teu coração» (Cant 8,6), quer dizer: «Ama-Me como Eu te amo. Traz-Me no teu espírito, na tua memória, nos teus desejos, nos teus suspiros, nos teus gemidos, nos teus soluços. Lembra-te, homem, em que estado te criei, como te elevei acima das outras criaturas, a dignidade com que te enobreci, como te coroei de glória e de honra, como te coloquei um pouco acima dos anjos e como tudo submeti a teus pés (cf Sl 8). Lembra-te, não somente de tudo o que fiz por ti, mas também das provas e humilhações que sofri por ti. […] E, se Me amas, mostra-o; não ames apenas em palavras e com a língua, mas com obras e de verdade. […] Grava-Me como selo no teu coração e ama-Me com todas as tuas forças». […]

Senhor, arranca-me este coração de pedra, este coração duro […]; dá-me um coração novo, um coração de carne, um coração puro (cf Ez 36,26). Tu, que purificas os corações, Tu que amas os corações puros, toma posse do meu coração e vem morar nele.

Balduíno de Ford (?-c. 1190) abade cisterciense, depois bispo Tratado 10; PL 204, 515-516

Santo do Dia