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Liturgia diária

Segunda-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 28 De Julho Cor litúrgica: Verde

32,15-24.30-34.

15 Naqueles dias, Moisés desceu do monte Sinai, trazendo na mão as duas tábuas da Lei, escritas de ambos os lados, em uma e outra face.
16 As tábuas eram obra de Deus; a escritura era letra de Deus gravada nas tábuas.
17 Josué ouviu a vozearia do povo e disse a Moisés: «Há gritos de guerra no acampamento».
18 Moisés respondeu-lhe: «Não são gritos de vitória, nem lamentos de derrota; o que eu oiço são vozes de gente a cantar».
19 Ao aproximar-se do acampamento, viu o bezerro e as danças. Então Moisés, inflamado em cólera, arremessou as tábuas e fê-las em pedaços no sopé do monte.
20 Pegou no bezerro que eles tinham fabricado, queimou-o e triturou-o até o reduzir a pó; espalhou-o na água e deu-a a beber aos filhos de Israel.
21 Moisés perguntou a Aarão: «Que te fez este povo, para o induzires a pecado tão grave?».
22 Aarão respondeu-lhe: «Não se acenda a cólera do meu senhor. Bem sabes como este povo é inclinado para o mal.
23 Foram eles que me disseram: "Faz-nos um deus que vá à nossa frente, porque a esse Moisés, o homem que nos fez sair da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu".
24 Então, eu disse-lhes: "Quem tem ouro?". Eles desfizeram-se do ouro que tinham e deram-mo. Depois, eu lancei-o ao fogo e saiu este bezerro».
30 No dia seguinte, Moisés disse ao povo: «Vós cometestes um grande pecado. Mas agora vou subir à presença do Senhor, para ver se posso obter o perdão do vosso pecado».
31 Moisés voltou à presença do Senhor e disse-Lhe: «Este povo cometeu um grande pecado, fabricando um deus de ouro. Se quisésseis ainda perdoar-lhe este pecado...
32 Se não, peço que me risqueis do livro que escrevestes».
33 O Senhor respondeu a Moisés: «Riscarei do meu livro aquele que pecou contra Mim.
34 Agora vai e conduz o povo para onde Eu te disse, que o meu anjo irá à tua frente. Mas, no dia em que Eu tiver de intervir, castigarei o seu pecado».

106(105),19-20.21-22.23.

R/ Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom.

19 Fizeram um bezerro no Horeb
e adoraram um ídolo de metal fundido.
20 Trocaram a sua glória
pela figura de um boi que come feno.

21 Esqueceram a Deus que os salvara,
que realizara prodígios no Egito,
22 maravilhas na terra de Cam,
feitos gloriosos no mar Vermelho.

23 E pensava já em exterminá-los,
se Moisés, o seu eleito,
não intercedesse junto dele
e aplacasse a sua ira para não os destruir

13,31-35.

31 Naquele tempo, Jesus disse ainda à multidão a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo.
32 Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as plantas da horta e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos».
33 Disse-lhes outra parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado».
34 Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia,
35 a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo».

Comentário ao Evangelho

«Até que tudo fique fermentado»

Recordo-vos a grandeza que há em encarar com visão sobrenatural o cumprimento fiel das obrigações de cada dia, essas lutas que enchem o Senhor de alegria e que só Ele e cada um de nós conhece. Convençamo-nos de que, habitualmente, não realizaremos façanhas deslumbrantes, entre outros motivos, porque não teremos oportunidade para tal. Mas não nos faltarão ocasiões de demonstrar o nosso amor a Jesus Cristo através de coisas pequenas e normais. [...]

Ao meditar nas palavras de Nosso Senhor: «Eu consagro-Me por eles, para que também eles sejam consagrados na verdade», percebemos claramente qual é o nosso único fim: a santificação; isto é, que temos de ser santos para podermos santificar. Simultaneamente, qual tentação subtil, talvez nos assalte o pensamento de que somos muito poucos os que decidimos responder a esse convite divino, além de nos considerarmos instrumentos de fraca qualidade. É verdade que somos poucos em comparação com o resto da humanidade e que, pessoalmente, não valemos nada. Mas a afirmação do Mestre ressoa com autoridade: o cristão é luz, sal, fermento do mundo e «um pouco de fermento faz fermentar toda a massa» (Gal 5,9).

São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975) presbítero, fundador Homilia em «Amigos de Deus», §§ 8-9

Santo do Dia