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Liturgia diária

17º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 27 De Julho Cor litúrgica: Verde

18,20-32.

20 Naqueles dias, disse o Senhor: «O clamor contra Sodoma e Gomorra é tão forte, o seu pecado é tão grave,
21 que Eu vou descer para verificar se o clamor que chegou até Mim corresponde inteiramente às suas obras. Se sim ou não, hei de sabê-lo».
22 Os homens que tinham vindo à residência de Abraão dirigiram-se então para Sodoma, enquanto o Senhor continuava junto de Abraão.
23 Este aproximou-se e disse: «Ireis destruir o justo com o pecador?
24 Talvez haja cinquenta justos na cidade. Matá-los-eis a todos? Não perdoareis a essa cidade, por causa dos cinquenta justos que nela residem?
25 Longe de Vós fazer tal coisa: dar a morte ao justo e ao pecador, de modo que o justo e o pecador tenham a mesma sorte! Longe de Vós! O juiz de toda a terra não fará justiça?».
26 O Senhor respondeu-lhe: «Se encontrar em Sodoma cinquenta justos, perdoarei a toda a cidade por causa deles».
27 Abraão insistiu: «Atrevo-me a falar ao meu Senhor, eu que não passo de pó e cinza:
28 talvez para cinquenta justos faltem cinco. Por causa de cinco, destruireis toda a cidade?» O Senhor respondeu: «Não a destruirei se lá encontrar quarenta e cinco justos».
29 Abraão insistiu mais uma vez: «Talvez se encontrem nela só quarenta». O Senhor respondeu: «Não a destruirei em atenção a esses quarenta».
30 Abraão disse ainda: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei mais uma vez: talvez haja lá somente trinta justos». O Senhor respondeu: «Não farei a destruição, se lá encontrar esses trinta».
31 Abraão insistiu novamente: «Atrevo-me ainda a falar ao meu Senhor: talvez haja lá somente vinte justos». O Senhor respondeu: «Não destruirei a cidade em atenção a esses vinte».
32 Abraão prosseguiu: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei ainda esta vez: talvez haja lá somente dez». O Senhor respondeu: «Em atenção a esses dez, não destruirei a cidade».

138(137),1-2a.2bc-3.6-7ab.7c-8.

R/ Quando Vos invoco, sempre me atendeis, Senhor.

1 De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,
porque ouvistes as palavras da minha boca.
Na presença dos anjos hei de cantar-Vos
2 e adorar-Vos, voltado para o vosso Templo santo.

2 Hei de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,
2 porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.
3 Quando Vos invoquei, me respondestes,
aumentastes a fortaleza da minha alma.

6 O Senhor é excelso e olha para o humilde,
ao soberbo conhece-o de longe.
7 No meio da tribulação Vós me conservais a vida,
7 Vós me ajudais contra os meus inimigos.

7 A vossa mão direita me salvará,
8 o Senhor completará o que em meu auxílio começou.
Senhor, a vossa bondade é eterna,
não abandoneis a obra das vossas mãos.

2,12-14.

12 Irmãos: Sepultados com Cristo no batismo, também com Ele fostes ressuscitados pela fé que tivestes no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos.
13 Quando estáveis mortos nos vossos pecados e na incircuncisão da vossa carne, Deus fez que voltásseis à vida com Cristo e perdoou-nos todas as nossas faltas.
14 Anulou o documento da nossa dívida, com as suas disposições contra nós; suprimiu-o, cravando-o na cruz.

11,1-13.

1 Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Batista ensinou também os seus discípulos».
2 Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: "Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino;
3 dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados,
4 porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação"».
5 Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer: "Amigo, empresta-me três pães,
6 porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho nada para lhe dar".
7 Ele poderá responder lá de dentro: "Não me incomodes; a porta está fechada, eu e os meus filhos já nos deitámos; não posso levantar-me para te dar os pães".
8 Eu vos digo: se ele não se levantar por ser amigo, ao menos por causa da sua insistência levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa.
9 Também vos digo: pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á.
10 Porque quem pede, recebe; quem procura, encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á.
11 Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente?
12 E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião?
13 Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».

Comentário ao Evangelho

Sobre a confiança e a perseverança na oração

Enquanto não tivermos adquirido a verdadeira oração, somos como quem ensina uma criança a andar.

Esforça-te por elevar o teu pensamento, ou melhor, por encerrá-lo nas palavras da oração; e se, por causa da sua infância, ele vacila e cai, volta a levantá-lo. A instabilidade é própria do intelecto, mas Deus tem o poder de o tornar estável. Se perseverares incansavelmente nesta luta, aquele que fixou os limites do mar do intelecto virá a ti e dir-lhe-á durante a tua oração: «Chegarás até aqui e não irás mais além» (Jb 38,11). O espírito não pode ser acorrentado; mas, onde está o Criador do espírito, tudo Lhe está sujeito.

A fé dá asas à oração; de facto, sem ela não podemos levantar voo até ao Céu.

São João Clímaco (c. 575-c. 650) monge do Monte Sinai «A escada santa»

Santo do Dia