Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Segunda-feira da 8ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 3 De Março Cor litúrgica: Verde

17,20-28.

20 O Senhor permite que voltem para Ele os que se arrependem e reconforta aqueles que tinham perdido a esperança.
21 Converte-te ao Senhor e abandona o pecado,
22 ora na sua presença e atenua assim a tua ofensa.
23 Volta-te para o Altíssimo e afasta-te da injustiça, e detesta profundamente a iniquidade.
24 Conhece a justiça e os juízos de Deus e permanece constante na oferenda e na oração ao Deus Altíssimo.
25 Quem louvará o Altíssimo na morada dos mortos, em lugar dos vivos e de todos os que O glorificam?
26 Anda na companhia do povo santo com aqueles que vivem e proclamam a glória de Deus. Não te detenhas no erro dos ímpios, louva o Senhor antes da tua morte; o morto, como se não existisse, deixa de O louvar.
27 Louva o Senhor enquanto viveres, louva-O enquanto tens vida e saúde, louva a Deus e glorifica-O pela sua misericórdia.
28 Como é grande a misericórdia do Senhor e o seu perdão para os que a Ele se convertem!

32(31),1-2.5.6.7.

R/ Perdoai, Senhor, a culpa do meu pecado.

1 Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
2 Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano.

5 Confessei-Vos o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: «Vou confessar ao Senhor a minha falta»,
e logo me perdoastes a culpa do pecado.

6 Por isso a Vós se dirige todo o fiel
no tempo da tribulação.
Quando transbordarem as águas caudalosas,
só a ele não hão de atingir.

7 Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,
fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

10,17-27.

17 Naquele tempo, ia Jesus pôr-Se a caminho, quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante dele e Lhe perguntou: «Bom Mestre, que hei de fazer para alcançar a vida eterna?».
18 Jesus respondeu: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus.
19 Tu sabes os mandamentos: "Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe"».
20 O homem disse a Jesus: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude».
21 Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me».
22 Ao ouvir estas palavras, o homem ficou abatido e retirou-se pesaroso, porque era muito rico.
23 Então Jesus, olhando à sua volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no Reino de Deus!».
24 Os discípulos ficaram admirados com estas palavras. Mas Jesus afirmou-lhes de novo: «Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!
25 É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus».
26 Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode então salvar-se?».
27 Fitando neles os olhos, Jesus respondeu: «Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível».

Comentário ao Evangelho

«Que hei de fazer para alcançar a vida eterna?»

Para Deus, chamar é dirigir para nós o olhar do seu amor e da sua eleição; para nós, responder-Lhe é obedecer ao seu amor com a sabedoria dos nossos atos. Daí estas palavras justas: «Falo eu e Tu me replicarás» (Job 13,22). De facto, falamos com Ele quando O desejamos, quando procuramos o seu rosto; e Deus responde à nossa voz quando aparece ao nosso amor.

Mas, se o homem suspira pela eternidade, passa em revista cada um dos seus atos com autocrítica penetrante, procurando ver se há nele alguma coisa que possa ofender o olhar do seu Criador; e Job tem o direito de acrescentar: «Quantas são as minhas faltas e pecados? Mostra-me a minha iniquidade e os meus crimes» (Job 13,23). É esta a árdua tarefa do homem justo nesta vida: descobrir-se a si mesmo e, ao descobrir-se, chorar e corrigir-se, para se tornar melhor [...].

Assim, todo o homem que, na ânsia do seu desejo de eternidade, quer comparecer perante o juiz que vem, examina-se agora com tanto mais penetração quanto se interroga sobre a maneira de comparecer perante esse terrível juiz como homem livre: pede-Lhe que lhe mostre o que Lhe desagrada, para poder punir-se por isso com a penitência e, tornando-se o seu próprio juiz neste mundo, não ser já punido pelo Juiz.

São Gregório Magno (c. 540-604) papa, doutor da Igreja «Morais sobre Job», Livro XI, SC 212

Santo do Dia