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Liturgia diária

Segunda-feira da 31ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 4 De Novembro Cor litúrgica: Verde

2,1-4.

1 Irmãos: Se há em Cristo alguma consolação, algum conforto na caridade, se existe alguma comunhão no Espírito, alguns sentimentos de ternura e misericórdia,
2 então completai a minha alegria, tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração.
3 Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos,
4 sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros.

131(130),1.2.3.

R/ Guardai-me junto de Vós, na vossa paz, Senhor.

1 Senhor, não se eleva soberbo o meu coração,
nem se levantam altivos os meus olhos.
Não ambiciono riquezas,
nem coisas superiores a mim.

2 Antes fico sossegado e tranquilo,
como criança ao colo da mãe.
3 Espera, Israel, no Senhor,
agora e para sempre.

14,12-14.

12 Naquele tempo, disse Jesus a um dos principais fariseus, que O tinha convidado para uma refeição: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído.
13 Mas, quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;
14 e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos».

Comentário ao Evangelho

«Agindo assim, ensinaste o teu povo que o justo deve ser amigo dos homens» (Sb 12,19)

O primeiro e o maior dos mandamentos, o fundamento da Lei e dos profetas (cf Mt 22,40), é o amor, que, no meu parecer, dá a sua maior prova através do amor aos pobres, da ternura e da compaixão pelo próximo. Nada honra tanto a Deus como a misericórdia, pois nada se Lhe assemelha tanto. «A retidão e a justiça são a base do teu trono»  (Sl 89,15) e Ele prefere a misericórdia ao juízo  (cf Os 6,6).  Nada como a benevolência entre os homens para atrair a benevolência do Amigo dos homens (cf Sb 1,6); a sua recompensa é justa, Ele pesa e mede a misericórdia.

Temos de abrir o nosso coração a todos os pobres e infelizes, sejam quais forem os seus sofrimentos. É esse o sentido do mandamento que nos pede: «Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram» (Rom 12,15). Sendo nós também homens, não será conveniente sermos benevolentes com os nossos semelhantes?

São Gregório de Nazianzo (330-390) bispo, doutor da Igreja Sobre o amor aos pobres, 4-6; PG 35, 863

Santo do Dia