Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Terça-feira da 29ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 22 De Outubro Cor litúrgica: Verde

2,12-22.

12 Irmãos: No tempo em que éreis pagãos, vós estáveis sem Cristo, privados do direito de cidadania em Israel e alheios às alianças da promessa divina, sem esperança e sem Deus no mundo.
13 Foi em Cristo Jesus que vós, outrora longe de Deus, vos aproximastes dele, graças ao sangue de Cristo.
14 Cristo é, de facto, a nossa paz. Foi Ele que fez de judeus e gregos um só povo e derrubou o muro da inimizade que os separava,
15 anulando, pela imolação do seu corpo, a Lei de Moisés, com as suas prescrições e decretos. E assim, de uns e outros Ele fez em Si próprio um só homem novo, estabelecendo a paz.
16 Pela cruz, reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só corpo, levando em Si próprio a morte à inimizade.
17 Cristo veio anunciar a boa nova da paz, paz para vós, que estáveis longe, e paz para aqueles que estavam perto.
18 Por Ele, uns e outros podemos aproximar-nos do Pai, num só Espírito.
19 Por isso, já não sois estrangeiros nem hóspedes, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus,
20 edificados sobre o alicerce dos apóstolos e dos profetas, que tem Cristo como pedra angular.
21 Em Cristo, toda a construção bem ajustada cresce para formar um templo santo do Senhor;
22 e, em união com Ele, também vós sois integrados na construção, para vos tornardes, no Espírito Santo, morada de Deus.

85(84),9ab-10.11-12.13-14.

R/ O Senhor, nosso Deus, vem salvar-nos.

9 Escutemos o que diz o Senhor:
9 Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.
10 A sua salvação está perto dos que O temem,
e a sua glória habitará na nossa terra.

11 Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
12 A fidelidade vai germinar da terra,
e a justiça descerá do Céu.

13 O Senhor dará ainda o que é bom,
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
14 A justiça caminhará à sua frente,
e a paz seguirá os seus passos.

12,35-38.

35 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende os rins cingidos e as lâmpadas acesas.
36 Sede como homens que esperam o seu senhor voltar do casamento, para lhe abrirem logo a porta quando chegar e bater.
37 Felizes esses servos que o senhor, ao chegar, encontrar vigilantes. Em verdade vos digo: cingir-se-á e mandará que se sentem à mesa e, passando diante deles, os servirá.
38 Se vier à meia-noite ou de madrugada, felizes serão se assim os encontrar.

Comentário ao Evangelho

Que eu saiba esperar-te a meio da noite!

Aquele que as hostes celestes glorificam, diante do qual tremem os querubins e os serafins, que todo o sopro e toda a criatura celebram, bendizei-O e exaltai-O pelos séculos dos séculos.

Acende a lamparina da minha alma, faz brilhar a tocha do meu espírito, ó meu Salvador, para que eu possa estar à tua espera a meio da noite com os meus companheiros, de rins bem cingidos.

Verdadeiramente radiantes e bem-aventurados serão esses servos que o senhor encontrar vigilantes ao voltar, perseverando no temor a meio da noite; peço-Te que me julgues digno de ser um deles.

Ó minha luz temível, minha luz incompreensível, Filho unigénito que resplandeceste para fora do Pai, concede-me um facho da tua luz, concede-me a tua divina misericórdia, para que eu não tenha de gemer com as virgens loucas. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Mãe de Deus, tu deste à luz por nós, como criança recém-nascida, o Ancião dos Dias, que nos mostra novos caminhos nesta terra e renova a nossa natureza envelhecida, tu, Bendita e Imaculada.

Livro das Horas do Sinai (século IX) Cânone da meia-noite, 8.ª ode; SC 486

Santo do Dia