Liturgia diária
Terça-feira da 28ª semana do Tempo Comum
5,1-6.
1 Irmãos: Foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permanecei firmes e não torneis a sujeitar-vos ao jugo da escravidão.
2 Sou eu, Paulo, que vos digo: se vos fizerdes circuncidar, Cristo de nada vos servirá.
3 De novo asseguro a todo o homem que se faz circuncidar: fica obrigado a cumprir toda a Lei de Moisés.
4 Vós, os que procurais a justificação por essa Lei, separastes-vos de Cristo e perdestes a graça de Deus.
5 Nós, porém, é pelo Espírito Santo, em virtude da fé, que esperamos alcançar a justificação.
6 Porque em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão tem qualquer valor, mas só a fé, que atua pela caridade.
119(118),41.43.44.45.47.48.
R/ Desça sobre mim, Senhor, a vossa bondade.
41 Desça sobre mim a vossa bondade,
salvai-me segundo a vossa promessa.
43 Não me tireis da boca a palavra da verdade,
porque eu espero nos vossos juízos.
44 Quero cumprir fielmente a vossa lei,
agora e para sempre.
45 Andarei seguro no meu caminho,
porque busquei os vossos preceitos.
47 Ponho as minhas delícias nos vossos mandamentos,
porque muito os amo.
48 Estendo as mãos para os vossos mandamentos
e medito nos vossos decretos.
11,37-41.
37 Naquele tempo, depois de Jesus ter falado, um fariseu convidou-O para comer em sua casa. Jesus entrou e tomou lugar à mesa.
38 O fariseu admirou-se, ao ver que Ele não tinha feito as abluções antes de comer.
39 Disse-lhe o Senhor: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade.
40 Insensatos! Quem fez o interior não fez também o exterior?
41 Dai antes de esmola o que está dentro e tudo para vós ficará limpo».
Comentário ao Evangelho
«Dai antes de esmola o que está dentro e tudo para vós ficará limpo»
Não te ensinei que a esmola se faz com o coração, com palavras e com obras? Nisto, nunca terás desculpa: quando vires a necessidade do pobre, deves compadecer-te dele de coração.
Quando fores a um hospital e não puderes curar a dor do aleijado, dá-lhe pelo menos a esmola do coração: tem pena dele. E podes dar-lhe outra esmola, que talvez lhe seja mais cara: a das palavras. De facto, com a bênção de duas palavras, aliviarás a sua dor; e vê que tal omissão nunca será justificada: em qualquer estado ou condição em que vires o infeliz, podes consolá-lo. A esmola é tão agradável ao pobre que o consola e acalma imediatamente. Escuta a Escritura: «Porventura o orvalho não refresca o vento abrasador?» (Si 18,16). Lembras-te da sensação que tens, no tempo de maior calor, quando encontras abundância de orvalho pela manhã? O mesmo se passa por vezes quando, não podendo ajudar um pobre com os bens deste mundo, o amparas com as tuas palavras: ele parece refrescado e consolado, embora não o tenhas aliviado das suas necessidades materiais. – E se ele for surdo, como poderei dar-lhe essa esmola? – Não estás dispensado de o fazer; podes pelo menos coser-lhe a roupa, ajudá-lo a vestir-se e a aquecer-se, fazer o que puderes.
Quem estará isento de se solidarizar com os necessitados? Ninguém. Vê como, no Êxodo (cf Ex 23,5), se te ordena que, se vires cair um burro, mesmo que seja o do teu inimigo, o ajudes a levantar. Se estás obrigado a ajudar o burro do teu inimigo, o que dizer de um preso? Não tens desculpa perante Deus para não o ajudar! Dá a tua esmola com alegria.
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