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Liturgia diária

26º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 29 De Setembro Cor litúrgica: Verde

11,25-29.

25 Naqueles dias, o Senhor desceu na nuvem e falou com Moisés. Tirou uma parte do Espírito que estava nele e fê-lo poisar sobre setenta anciãos do povo. Logo que o Espírito poisou sobre eles, começaram a profetizar; mas não continuaram a fazê-lo.
26 Tinham ficado no acampamento dois homens: um deles chamava-se Eldad e o outro Medad. O Espírito poisou também sobre eles, pois contavam-se entre os inscritos, embora não tivessem comparecido na tenda; e começaram a profetizar no acampamento.
27 Um jovem correu a dizê-lo a Moisés: «Eldad e Medad estão a profetizar no acampamento».
28 Então Josué, filho de Nun, que estava ao serviço de Moisés desde a juventude, tomou a palavra e disse: «Moisés, meu senhor, proíbe-os».
29 Moisés, porém, respondeu-lhe: «Estás com ciúmes por causa de mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Espírito sobre eles!».

19(18),8.10.12-13.14.

R/ Os preceitos do Senhor alegram o coração.

8 A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta a alma.
As ordens do Senhor são firmes
e dão sabedoria aos simples.

10 O temor do Senhor é puro
e permanece eternamente.
Os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são retos.

12 Embora o vosso servo se deixe guiar por eles
e os observe com cuidado,
13 quem pode, entretanto, reconhecer os seus erros?
Purificai-me dos que me são ocultos.

14 Preservai também do orgulho o vosso servo,
para que não tenha poder algum sobre mim:
então serei irrepreensível
e imune de culpa grave.

5,1-6.

1 Agora, vós, ó ricos, chorai e lamentai-vos, por causa das desgraças que vão cair sobre vós.
2 As vossas riquezas estão apodrecidas e as vossas vestes estão comidas pela traça.
3 O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se, e a sua ferrugem vai dar testemunho contra vós e devorar a vossa carne como fogo. Acumulastes tesouros no fim dos tempos.
4 Privastes do salário os trabalhadores que ceifaram as vossas terras. O seu salário clama; e os brados dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo.
5 Levastes na Terra uma vida regalada e libertina, cevastes os vossos corações para o dia da matança.
6 Condenastes e matastes o justo, e ele não vos resiste.

9,38-43.45.47-48.

38 Naquele tempo, João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco».
39 Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim.
40 Quem não é contra nós é por nós.
41 Quem vos der a beber um copo de água por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa.
42 Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que creem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar.
43 Se a tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga.
45 E, se o teu pé é para ti ocasião de pecado, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena.
47 E, se um dos teus olhos é para ti ocasião de pecado, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena,
48 onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga».

Comentário ao Evangelho

Face à misericórdia de Deus, reconhecer plenamente o nosso pecado

Deus é, em Si próprio, a justiça por excelência. Todas as suas obras são justas, e estão ordenadas, desde toda a eternidade, pelo seu elevado poder, a sua elevada sabedoria, a sua elevada bondade. Da mesma maneira que fez tudo pelo melhor, Ele trabalha sem cessar, conduzindo cada coisa ao seu fim. [...] A misericórdia é obra da bondade de Deus; e continuará a operar enquanto o pecado puder atormentar as almas justas. Quando essa permissão for retirada, [...] tudo será estabelecido na justiça, para assim permanecer eternamente.

Deus permite que caiamos. Mas protege-nos, pelo seu poder e a sua sabedoria, elevando-nos, pela sua misericórdia e a sua graça, a uma alegria infinitamente maior. É assim que Ele quer ser conhecido e amado: em justiça e misericórdia, agora e para sempre. [...] Eu nada mais farei que pecar. Mas o meu pecado não impedirá que Deus opere. A contemplação da sua obra é uma alegria celeste para uma alma cheia de temor, e que deseja, sempre e cada vez mais amorosamente, fazer a vontade de Deus, com a ajuda da graça.

Esta obra começará aqui na terra. Será gloriosa para Deus e enormemente vantajosa para aqueles que O amam na terra. Quando chegarmos ao Céu, seremos testemunhas disso, numa alegria maravilhosa. Esta obra prosseguirá até ao último dia. A glória e a beatitude que daí virão subsistirão no Céu, diante de Deus e de todos os seus santos, para sempre. [...] Essa será a maior alegria: ver que o próprio Deus é o seu autor, pois o homem não é senão pecado. Parecia-me que Nosso Senhor me dizia: «Não tens aqui matéria para ser humilde? Não tens aqui matéria para amar? Não tens aqui matéria para te conheceres a ti própria? Não tens aqui matéria para te alegrares em Mim? Então, por amor de Mim, alegra-te em Mim. Nada Me pode agradar mais».

Juliana de Norwich (1342-depois de 1416) mística inglesa Revelações do amor divino, cap. 35-36

Santo do Dia