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Liturgia diária

Terça-feira da 23ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 10 De Setembro Cor litúrgica: Verde

6,1-11.

1 Irmãos: Quando algum de vós tem uma questão com outro, como ousais levá-la para ser julgada pelos pagãos e não pelo povo santo?
2 Não sabeis que havemos de julgar o mundo? E se é por vós que o mundo será julgado, seríeis indignos de julgar questões de menor importância?
3 Não sabeis que havemos de julgar os anjos? Quanto mais os assuntos desta vida!
4 No entanto, quando tendes estas queixas, escolheis como juízes aqueles que não têm autoridade na Igreja.
5 Para vossa vergonha o digo. Não há então no meio de vós um único homem sábio, para poder julgar entre os seus irmãos?
6 Mas como é que um irmão entra em litígio com o seu irmão e isto diante dos infiéis?
7 De qualquer modo, já é para vós humilhação bastante que tenhais questões uns com os outros. Não seria melhor sofrer uma injustiça e permitir ser defraudado?
8 Mas sois vós que praticais a injustiça e defraudais os outros, e isto com os vossos irmãos!
9 Não sabeis que os injustos não receberão como herança o Reino de Deus?
Não tenhais ilusões: nem os imorais, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os pervertidos,
10 nem os ladrões, nem os avarentos, nem os ébrios, nem os caluniadores, nem os salteadores receberão como herança o reino de Deus.
11 E assim eram alguns de vós. Mas fostes purificados, fostes santificados, fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus.

149(148),1-2.3-4.5-6a.9b.

R/ O Senhor ama o seu povo.

1 Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor na assembleia dos santos.
2 Alegre-se Israel em seu Criador,
rejubilem os filhos de Sião em seu Rei.

3 Louvem o seu nome com danças,
cantem ao som do tímpano e da cítara,
4 porque o Senhor ama o seu povo,
coroa os humildes com a vitória.

5 Exultem de alegria os fiéis,
cantem jubilosos em suas casas;
6 em sua boca os louvores de Deus.
9 Esta é a glória de todos os seus fiéis.

6,12-19.

12 Naqueles dias, Jesus subiu ao monte para rezar e passou a noite em oração a Deus.
13 Quando amanheceu, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, a quem deu o nome de apóstolos:
14 Simão, a quem deu também o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu,
15 Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelota;
16 Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor.
17 Depois, desceu com eles do monte e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de pessoas de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidónia.
18 Tinham vindo para ouvir Jesus e serem curados das suas doenças. Os que eram atormentados por espíritos impuros também ficavam curados.
19 Toda a multidão procurava tocar Jesus, porque saía dele uma força que a todos sarava.

Comentário ao Evangelho

«Jesus subiu ao monte para rezar»

Todas as almas humanas são templo de Deus e isto abre-nos uma perspectiva vasta e absolutamente nova. Para compreendermos a oração da Igreja, temos de olhar para a vida de oração de Jesus. E vemos que Ele participou no serviço divino, na liturgia do seu povo; que conduziu a liturgia da antiga Aliança ao seu cumprimento na nova Aliança.

Mas Jesus não Se limitou a participar no serviço divino público prescrito pela Lei. Os Evangelhos fazem referências ainda mais numerosas à sua oração solitária no silêncio da noite, nos cumes ermos das montanhas, em lugares desertos: a vida pública de Jesus foi precedida de quarenta dias e quarenta noites de oração (cf Mt 4,1-2); retirou-Se para rezar na solidão da montanha antes de escolher os seus doze apóstolos e os enviar em missão; preparou-Se para caminhar até ao Gólgota no Monte das Oliveiras, e o lamento que dirigiu ao Pai nessa hora, a mais terrível da sua vida, é-nos revelado em breves palavras, que brilham como estrelas na nossa própria hora de Monte das Oliveiras: «Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice. No
entanto, não se faça a minha vontade, mas a tua» (Lc 22,42). Estas palavras são um clarão que ilumina por instantes a vida mais íntima da alma de Jesus, o insondável mistério do seu ser de Homem-Deus e do seu diálogo com o Pai, diálogo que durou toda a sua vida, sem jamais ser interrompido.

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942) carmelita, mártir, co-padroeira da Europa A Oração da Igreja

Santo do Dia