Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Segunda-feira da 23ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 9 De Setembro Cor litúrgica: Verde

5,1-8.

1 Irmãos: É voz corrente que existe entre vós um caso de imoralidade que nem entre os pagãos se encontra, a ponto de um de vós viver com a mulher de seu pai.
2 E vós andais cheios de orgulho, quando deveríeis andar tristes e obrigar a sair da vossa comunidade quem praticou tal ação.
3 Quanto a mim, ausente de corpo, mas presente em espírito, já tenho a sentença lavrada, como se estivesse presente, contra quem procedeu desse modo:
4 Em nome de Nosso Senhor Jesus, quando vos reunirdes em assembleia – e eu em espírito convosco –,
5 entregareis esse homem a Satanás, pelo poder de Nosso Senhor Jesus.
Será para ruína do seu corpo, a fim de o espírito ser salvo no dia do Senhor.
6 Não vos fica bem essa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?
7 Purificai-vos do velho fermento, para serdes uma nova massa, visto que sois pães ázimos. Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado.
8 Celebremos a festa, não com fermento velho, nem com fermento de malícia e perversidade, mas com os pães ázimos da pureza e da verdade.

5,5-6.7.12.

R/ Senhor, guiai-me na vossa justiça.

5 Vós não sois um Deus que se agrade do mal,
o perverso não tem aceitação junto de Vós,
6 nem os ímpios suportam o vosso olhar.

7 Vós detestais todos os malfeitores
e exterminais os que dizem mentiras:
o Senhor abomina os sanguinários e fraudulentos.

12 Mas alegrem-se e rejubilem para sempre
os que em Vós confiam.
Vós protegeis e alegrais os que amam o vosso nome.

6,6-11.

6 Naquele tempo, Jesus entrou numa sinagoga a um sábado e começou a ensinar. Estava lá um homem com a mão direita paralítica.
7 Os escribas e fariseus observavam Jesus, para verem se Ele ia curar ao sábado e encontrarem assim um pretexto para O acusarem.
8 Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão paralítica: «Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio». O homem levantou-se e ficou de pé.
9 Depois Jesus disse-lhes: «Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la».
10 Então olhou para todos à sua volta e disse ao homem: «Estende a mão». Ele assim fez e a mão ficou curada.
11 Os escribas e fariseus ficaram furiosos e começaram a falar entre si do que haviam de fazer a Jesus.

Comentário ao Evangelho

Entrar na verdadeira paz do sábado

Quando, afastando-se do ruído exterior, o homem se recolhe no segredo do seu coração e fecha a porta à multidão barulhenta das vaidades, quando nada mais tem em si que seja agitado e desordenado, nada que o importune, nada que o atormente, dá-se a feliz celebração de um primeiro sábado. Mas ele também pode abandonar este refúgio intimo, este albergue do coração, para entrar no alegre e aprazível repouso da doçura do amor fraterno. Dá-se então um segundo sábado, o sábado da caridade fraterna.

Uma vez purificada nestas duas formas de amor [de si mesma e do próximo], a alma aspira com tanto mais ardor às alegrias do amplexo divino quanto mais segura se sente. Ardendo com um desejo extremo, passa para o outro lado do véu da carne e, entrando no santuário (Heb 10,20), onde Cristo Jesus é espírito diante da sua face, é totalmente absorvida por uma luz indizível e por uma invulgar doçura. Tendo feito silêncio relativamente a tudo quanto é corpóreo, sensível e mutável, fixa com um olhar penetrante Aquele que é, Aquele que é sempre o que é, idêntico a Si mesmo, Aquele que é uno. Livre e capaz de ver que o próprio Senhor é Deus (Sl 45,11), celebra sem qualquer hesitação o sábado dos sábados, no doce amplexo da própria Caridade.

Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167) monge cisterciense «Espelho da Caridade», III, 3-6

Santo do Dia