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Liturgia diária

Quinta-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 1 De Agosto Cor litúrgica: Verde

18,1-6.

1 Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias:
2 «Levanta-te e desce à casa do oleiro; ali te farei ouvir as minhas palavras».
3 Eu desci à casa do oleiro e encontrei-o a trabalhar na roda.
4 Quando o vaso que ele estava a moldar não saía bem, como acontece com o barro nas mãos do oleiro, ele começava de novo e fazia outro vaso, como lhe parecia melhor.
5 Então o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
6 «Não poderei Eu tratar-vos como este oleiro, ó casa de Israel?», diz o Senhor. «Como o barro nas mãos do oleiro, assim estais vós na minha mão, ó casa de Israel».

146(145),2abc.2d-4.5-6.

R/ Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob.

2 Louva, minha alma, o Senhor.
2 Louvarei o Senhor toda a minha vida,
2 cantarei hinos ao meu Deus.
2 enquanto viver.

3 Não ponhais a confiança nos poderosos,
no homem que nem a si se pode salvar.
4 Vai-se-lhe o espírito e volta ao pó da terra
e assim ficam desfeitos os seus planos.

5 Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob,
o que põe a sua confiança no Senhor, seu Deus,
6 que fez o céu e a terra, o mar e quanto neles existe.
Eternamente fiel à sua palavra,

13,47-53.

47 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O Reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.
48 Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos, e o que não presta deitam-no fora.
49 Assim será no fim do mundo: os anjos sairão a separar os maus do meio dos justos
50 e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes.
51 Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos».
52 Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas».
53 Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho.

Comentário ao Evangelho

Puxam-na para a praia

Com a morte, a opção de vida feita pelo homem torna-se definitiva; esta sua vida está diante do Juiz. A sua opção, que tomou forma ao longo de toda a vida, pode ter caracteres diversos. Pode haver pessoas que destruíram totalmente em si próprias o desejo da verdade e a disponibilidade para o amor; pessoas nas quais tudo se tornou mentira; pessoas que viveram para o ódio e espezinharam o amor em si mesmas. Trata-se de uma perspectiva terrível, mas algumas figuras da nossa mesma história deixam entrever, de forma assustadora, perfis deste género. Em tais indivíduos, não haveria nada de remediável e a destruição do bem seria irrevogável: é já isto que se indica com a palavra «inferno».

Por outro lado, podem existir pessoas puríssimas, que se deixaram penetrar inteiramente por Deus e, consequentemente, estão totalmente abertas ao próximo – pessoas em quem a comunhão com Deus orienta desde já todo o seu ser e cuja chegada a Deus apenas leva a cumprimento aquilo que já são.

Mas, segundo a nossa experiência, nem um nem outro são o caso normal da existência humana. Na maioria dos homens – como podemos supor – perdura no mais profundo da sua essência uma derradeira abertura interior para a verdade, para o amor, para Deus. Nas opções concretas da vida, porém, aquela é sepultada sob repetidos compromissos com o mal. […] O que acontece a tais indivíduos quando comparecem diante do Juiz? Será que todas as coisas imundas que acumularam na sua vida se tornarão de repente irrelevantes? Ou acontecerá algo de diverso? São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, dá-nos uma ideia da distinta repercussão do juízo de Deus sobre o homem, conforme as suas condições. […] «Se alguém edifica sobre este fundamento com ouro, prata, pedras preciosas, madeiras, feno ou palha, a obra de cada um ficará patente, pois o dia do Senhor a fará conhecer. Pelo fogo será revelada, e o fogo provará o que vale a obra de cada um. Se a obra construída subsistir, o construtor receberá a paga. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá a perda. Ele, porém, será salvo, como que através do fogo» (3,12-15).

Bento XVI papa de 2005 a 2013 Encíclica «Spe Salvi», §§ 45-46 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

Santo do Dia