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Liturgia diária

Quarta-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 31 De Julho Cor litúrgica: Verde

15,10.16-21.

10 Como sou infeliz, minha mãe! Porque me trouxestes ao mundo? Sou um homem contestado e perseguido em toda a terra! Ninguém me deve e eu não devo nada a ninguém; e no entanto sou amaldiçoado por todos.
16 Quando apareciam as vossas palavras, Senhor, eu tomava-as como alimento. A vossa palavra era o encanto e a alegria do meu coração, porque sobre mim foi invocado o vosso nome, Senhor, Deus do Universo.
17 Nunca me sentei com os folgazões para me divertir; sob o peso da vossa mão sentei-me solitário, porque a vossa indignação enchia a minha alma.
18 Porque não tem fim a minha dor, porque não tem cura a minha ferida? Vós sois para mim como o ribeiro enganador, em cujas águas não se pode confiar.
19 Então o Senhor falou-me, dizendo: «Se quiseres voltar, Eu farei que voltes, para estares na minha presença. Se separares o metal das impurezas, tu serás como a minha boca. São eles que virão ter contigo e não tu a ir ao seu encontro.
20 Farei de ti para este povo uma forte muralha de bronze: lutarão contra ti, mas não poderão vencer-te, porque Eu estou contigo para te proteger e salvar.
21 Eu te livrarei das mãos dos malvados, Eu te salvarei do poder dos violentos».

59(58),2-3.4-5a.10-11.17.

R/ Sois o meu refúgio, Senhor, no dia da minha tribulação.

2 Meu Deus, livrai-me dos inimigos,
protegei-me contra os meus agressores.
3 Defendei-me dos que praticam a iniquidade,
salvai-me dos homens sanguinários.

4 Armam ciladas para me tirar a vida,
conspiram contra mim homens poderosos.
5 Senhor, em mim não há crime nem pecado,
sem culpa minha correm a atacar-me.

10 Senhor, minha força, é para Vós que eu me volto,
sois Vós, ó Deus, o meu refúgio.
11 A bondade do meu Deus venha em meu auxílio
e me faça ver a derrota dos meus inimigos.

17 Eu cantarei, Senhor, a força do vosso poder,
de manhã louvarei a vossa bondade,
porque sois a minha fortaleza,
o meu refúgio no dia da tribulação.

13,44-46.

44 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo.
45 O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas.
46 Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola».

Comentário ao Evangelho

Ó Tesouro celeste!

Não vendi o que é perecível
quando encontrei o tesouro no campo;
o meu inimigo roubou-o
e, em troca, deu-me aquilo de que me podia despojar.

A Ti, que és o tesouro celeste,
peço-Te de todo o meu coração:
dá-me a sabedoria de colocar o meu tesouro no Céu,
E aí manter os pensamentos do meu coração.

Tesouro que pelo ladrão noturno
não é levado em segredo,
mas é vigilantemente mantido em segurança,
seguindo o teu mandamento luminoso.

São Narsés Snorhali (1102-1173) patriarca arménio Segunda parte, §§ 470-472; SC 203

Santo do Dia