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Liturgia diária

Terça-feira da 5ª semana da Páscoa

Terça-Feira, 30 De Abril Cor litúrgica: Branco

14,19-28.

19 Naqueles dias, chegaram uns judeus de Antioquia e de Icónio, que aliciaram a multidão, apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto.
20 Mas, tendo-se reunido os discípulos à sua volta, ele ergueu-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu com Barnabé para Derbe.
21 Depois de terem anunciado a boa nova a esta cidade e de terem feito numerosos discípulos, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia.
22 Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque», diziam eles, «temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus».
23 Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado.
24 Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília;
25 depois, anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia.
26 De lá embarcaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar.
27 À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.
28 Demoraram-se ali bastante tempo com os discípulos.

145(144),10-11.12-13ab.21.

R/ Aqueles que Vos amam, Senhor, proclamem a glória do vosso reino.

10 Graças Vos deem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
11 Proclamem a glória do vosso Reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos.

12 Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso Reino.
13 O vosso Reino é um Reino eterno,
13 o vosso domínio estende-se por todas as gerações.

21 Cante a minha boca os louvores do Senhor
e todo o ser vivo bendiga eternamente o seu nome santo.

14,27-31a.

27 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem intimide o vosso coração.
28 Ouvistes que Eu vos disse: vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu.
29 Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».
30 Já não falarei muito convosco, porque vai chegar o príncipe deste mundo. Ele nada pode contra Mim,
31 mas é para que o mundo saiba que amo o Pai e faço como o Pai Me ordenou».

Comentário ao Evangelho

Esforcemo-nos por viver numa paz santa

A paz é a simplicidade, a serenidade do espírito, a tranquilidade da alma, o vínculo do amor. A paz é a ordem e a harmonia de todo o nosso ser; é uma alegria contínua, que nasce do testemunho de uma boa consciência; é a alegria santa de um coração no qual Deus reina. A paz é o caminho da perfeição, ou melhor, a perfeição encontra-se na paz. E o demónio, que sabe tudo isto muito bem, faz um grande esforço para nos fazer perder a paz.

Nunca daremos um passo em direção à virtude da simplicidade evangélica se não nos esforçarmos por viver numa paz santa e inalterável. O jugo de Jesus é suave, o seu peso é leve; por isso, não deixemos que o inimigo se insinue no nosso coração e nos roube essa paz. O inimigo da nossa salvação sabe muito bem que a paz do coração é um sinal seguro da assistência divina, e é por isso que não perde nenhuma oportunidade para no-la roubar.

Estejamos, pois, sempre atentos a esta questão. Jesus ajudar-nos-á. Voltemos o nosso pensamento para o Céu, a nossa verdadeira pátria, de que o mundo é uma pobre imagem, e esforcemo-nos, com a ajuda divina, por manter em todos os acontecimentos, tristes ou alegres, a serenidade e a calma próprias dos verdadeiros discípulos do Nazareno.

São (Padre) Pio de Pietrelcina (1887-1968) capuchinho «Palavras do Padre Pio», Cap. X, nn. 290-294

Santo do Dia