Liturgia diária
Santa Catarina de Sena, virgem e doutora da Igreja, copadroeira da Europa – festa
1,5-10.2,1-2.
5 Caríssimos: Esta é a mensagem que ouvimos de Jesus Cristo e vos anunciamos: Deus é luz e nele não há trevas.
6 Se dissermos que estamos em comunhão com Ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade.
7 Mas, se caminharmos na luz, como Ele vive na luz, estamos em comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado.
8 Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós.
9 Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a maldade.
10 Se dissermos que não pecamos, fazemos dele um mentiroso e a sua palavra não está em nós.
1 Meus filhos, escrevo-vos isto para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, nós temos Jesus Cristo, o Justo, como advogado junto do Pai.
2 Ele é a vítima de propiciação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.
103(102),1-4.8-9.13-14.17-18.
R/ Bendiz, ó minha alma, o Senhor.
1 Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
2 Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.
3 Ele perdoa todos os teus pecados
e cura as tuas enfermidades.
4 Salva da morte a tua vida
e coroa-te de graça e misericórdia.
8 O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
9 Não está sempre a repreender,
nem guarda ressentimento.
13 Como um pai se compadece dos seus filhos,
assim o Senhor Se compadece dos que O temem.
14 Ele sabe de que somos formados
e não Se esquece de que somos pó da terra.
17 A bondade do Senhor permanece para sempre
sobre aqueles que O temem
e a sua justiça sobre os filhos dos seus filhos,
18 sobre aqueles que guardam a sua aliança
e se lembram de cumprir os seus preceitos.
11,25-30.
25 Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos.
26 Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado.
27 Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar.
28 Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.
30 Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Comentário ao Evangelho
A santidade de rosto feminino
Na iminência do Grande Jubileu do ano 2000, pareceu-me que os cristãos europeus, que estão a assistir, juntamente com os seus concidadãos, a uma histórica passagem rica de esperança e, ao mesmo tempo, cheia de preocupações, podem retirar especial proveito da contemplação e da invocação de alguns santos que são, de certo modo, particularmente representativos da sua história. [...] Considero particularmente significativa a opção por esta santidade de rosto feminino, no quadro da providencial tendência que, na Igreja e na sociedade do nosso tempo, se veio afirmando com um reconhecimento sempre mais evidente da dignidade e dos dons próprios da mulher.
Na verdade, desde o início da sua história, a Igreja não deixou de reconhecer o papel e a missão da mulher, apesar de às vezes se ter deixado condicionar por uma cultura que nem sempre lhe prestava a devida atenção. Mas também sob este aspeto a comunidade cristã foi progressivamente evoluindo, sendo decisivo para este fim o papel desempenhado pela santidade. A isso deu estímulo constante Maria, a «mulher ideal», Mãe de Cristo e da Igreja; mas também a coragem das mártires, que enfrentaram com surpreendente força de espírito os tormentos mais cruéis, o testemunho das mulheres empenhadas com radical exemplaridade na vida ascética, a dedicação quotidiana de tantas esposas e mães na «Igreja doméstica» que é a família, os carismas de tantas místicas que contribuíram para o próprio aprofundamento teológico – tudo isso deu à Igreja indicações preciosas para acolher plenamente o desígnio de Deus sobre a mulher. De resto, esse desígnio já tem expressão inequívoca em algumas páginas da Sagrada Escritura, de modo particular na atitude de Cristo testemunhada no Evangelho. É neste contexto que aparece a opção de declarar Santa Brígida da Suécia, Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz copadroeiras da Europa.
Santo do Dia
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