Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

25º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 24 De Setembro Cor litúrgica: Verde

55,6-9.

6 Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar, invocai-O, enquanto está perto.
7 Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, ao nosso Deus, que é generoso em perdoar.
8 Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor.
9 Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos, e acima dos vossos estão os meus pensamentos.

145(144),2-3.8-9.17-18.

R/ O Senhor está perto de quantos O invocam.

2 Quero bendizer-Vos, dia após dia,
e louvar o vosso nome para sempre.
3 O Senhor é grande e digno de louvor,
insondável é a sua grandeza.

8 O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
9 O Senhor é bom para com todos,
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

17 O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
18 O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.

1,20c-24.27a.

20 Irmãos: Cristo será glorificado no meu corpo, quer eu viva quer eu morra.
21 Porque, para mim, viver é Cristo e morrer é lucro.
22 Mas, se viver neste corpo mortal me permite um trabalho útil, não sei o que escolher.
23 Sinto-me constrangido por este dilema: desejaria partir e estar com Cristo, que seria muito melhor;
24 mas é mais necessário para vós que eu permaneça neste corpo mortal.
27 Procurai somente viver de maneira digna do Evangelho de Cristo.

20,1-16a.

1 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha.
2 Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha.
3 Saiu a meia-manhã, viu outros que estavam na praça ociosos
4 e disse-lhes: "Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo".
5 E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo.
6 Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: "Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?".
7 Eles responderam-lhe: "Ninguém nos contratou". Ele disse-lhes: "Ide vós também para a minha vinha".
8 Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: "Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros".
9 Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um.
10 Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um.
11 Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo:
12 "Estes últimos trabalharam só uma hora, e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor".
13 Mas o proprietário respondeu a um deles: "Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo?
14 Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti.
15 Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?".
16 Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».

Comentário ao Evangelho

«Não me será permitido fazer o que quero do que é meu?»

Estes homens estavam prontos para trabalhar, mas ninguém os contratara; eram laboriosos, mas estavam ociosos por falta de trabalho e de patrão. Quando uma voz os contratou, quando uma palavra os pôs a caminho, no seu zelo, não combinaram previamente o preço do seu trabalho, como tinham feito os primeiros. O senhor avaliou a sua tarefa com sabedoria e pagou-lhes o mesmo que aos outros. Nosso Senhor proferiu esta parábola para que ninguém diga: «Como não fui chamado na juventude, não serei recebido»; mostra assim que, seja qual for o momento da sua conversão, todos os homens serão acolhidos. […] O proprietário saiu «muito cedo», «pela meia manhã», «ao meio dia», «pelas três horas da tarde» e «ao cair da tarde»; podemos interpretar estas horas como o começo da sua pregação, o curso da sua vida e finalmente a cruz, pois foi aí, à última hora, que o bom ladrão entrou no Paraíso (cf Lc 23,43). Para que não nos ocorra incriminar o ladrão, Nosso Senhor afirma a boa vontade deste homem: se ele tivesse sido contratado, teria trabalhado, mas ninguém o contratara.

Aquilo que damos a Deus é claramente indigno dele, e aquilo que Ele nos dá fica muito além do que merecemos. Somos contratados para um trabalho proporcional às nossas forças, mas recebemos um salário totalmente desproporcionado. […] Ele trata da mesma maneira os primeiros e os últimos: todos receberam um denário com a efígie do Rei, que significa o Pão da Vida (cf Jo 6,35), que é o mesmo para todos; com efeito, o remédio da vida é o mesmo para todos os que o tomam.

Não podemos censurar ao senhor da vinha a sua bondade, nem podemos comentar negativamente a sua justiça: na sua justiça, ele pagou o que tinha combinado, e na sua bondade mostrou-se misericordioso como quis. Foi para nos dar este ensinamento que Nosso Senhor proferiu esta parábola, resumindo-a com esta pergunta: «Não me será permitido fazer o que quero do que é meu?»

Santo Efrém (c. 306-373) diácono da Síria, doutor da Igreja Comentário ao evangelho correspondente, 15, 15-17; SC 121

Santo do Dia