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Liturgia diária

Segunda-feira da 24ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 18 De Setembro Cor litúrgica: Verde

2,1-8.

1 Caríssimo: Recomendo, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e ações de graças por todos os homens,
2 pelos reis e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.
3 Isto é bom e agradável aos olhos de Deus, nosso Salvador;
4 Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.
5 Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo,
6 que Se entregou à morte pela redenção de todos. Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo
7 e do qual fui constituído arauto e apóstolo – digo a verdade, não minto –, mestre dos gentios na fé e na verdade.
8 Quero, portanto, que os homens rezem em toda a parte, erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda.

28(27),2.7.8-9.

R/ Bendito seja o Senhor, que ouviu a voz da minha súplica.

2 Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,
quando Vos invoco,
quando ergo as minhas mãos
para o vosso templo santo.

7 O Senhor é a minha força e o meu protetor,
meu coração pôs nele a sua confiança e fui ajudado.
O meu coração exultou
e entoei-Lhe um cântico de louvor.

8 O Senhor é a fortaleza do seu povo,
a fortaleza de salvação do seu Ungido.
9 Salvai o vosso povo e abençoai a vossa herança,
sede o seu protetor e guia através dos tempos.

7,1-10.

1 Naquele tempo, quando Jesus acabou de falar ao povo, entrou em Cafarnaum.
2 Um centurião tinha um servo a quem estimava muito e que estava doente, quase a morrer.
3 Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo.
4 Quando chegaram à presença de Jesus, os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente: «Ele é digno de que lho concedas,
5 pois estima a nossa gente e foi ele que nos construiu a sinagoga».
6 Jesus acompanhou-os. Já não estava longe da casa, quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos: «Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa,
7 nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado.
8 Porque também eu, que sou um subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um "vai" e ele vai; e a outro "vem" e ele vem; e ao meu servo "faz isto" e ele faz».
9 Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e, voltando-Se para a multidão que O seguia, exclamou: «Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé».
10 Ao regressarem a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde.

Comentário ao Evangelho

«Diz uma palavra»

«Senhor, o meu servo está de cama, paralisado, e sofre muito. Embora seja um escravo, o que foi atingido por este mal não é por isso menos homem. Não olhes, pois, para a pequenez do escravo, mas para a grandeza do mal». Assim falava o centurião. E que lhe diz a Bondade suprema? «Eu irei contigo e curá-lo-ei. Eu, que, em atenção aos homens, Me fiz homem, Eu, que vim para todos, não desprezarei ninguém. Irei e curá-lo-ei». Com a rapidez da sua promessa, Cristo aguça a fé do centurião: «Senhor, eu não mereço que entres em minha casa». Estás a ver como o Senhor, qual caçador, fez sair a fé escondida no segredo do coração? «Mas diz uma palavra e o meu servo ficará curado do seu mal, liberto da servidão da sua doença. Porque eu, que estou sujeito a superiores, também tenho soldados às minhas ordens e digo a um "vai" e ele vai, e a outro "vem" e ele vem. Foi deste modo que conheci a força do teu poder: a partir do que eu próprio tenho, reconheci aquele que me ultrapassa. Vejo os exércitos de curas, vejo os milagres como uma tropa à espera das tuas ordens. Envia-os contra a doença, envia-os tal como eu envio os meus soldados».    

Jesus encheu-Se de admiração e disse: «Nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé. Este homem, que era estranho à vocação, que não fazia parte do povo da Aliança, que não participou nos milagres de Moisés, que não foi iniciado nas suas leis, que não conheceu as palavras dos profetas, este ultrapassou os outros pela sua fé».

Basílio de Selêucia (?-c. 468) bispo Homilia sobre o centurião

Santo do Dia