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Liturgia diária

Sexta-feira da 18ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 11 De Agosto Cor litúrgica: Verde

4,32-40.

32 Moisés falou ao povo, dizendo: «Interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra. Dum extremo ao outro dos céus, sucedeu alguma vez coisa tão prodigiosa? Ouviu-se porventura palavra semelhante?
33 Que povo escutou como tu a voz de Deus a falar do meio do fogo e continuou a viver?
34 Qual foi o deus que formou para si uma nação no meio de outra nação, por meio de provas, sinais, prodígios e combates, com mão forte e braço estendido, juntamente com tremendas maravilhas, como fez por vós o Senhor, vosso Deus, no Egito, diante dos vossos olhos?
35 Foi a ti que Ele mostrou estes factos, para reconheceres que o Senhor é Deus e não há outro fora dele.
36 Do céu fez ouvir a sua voz para te ensinar; na terra, mostrou-te o seu grande fogo e do meio do fogo ouviste as suas palavras.
37 E porque Ele amava os teus pais e depois deles escolheu a sua descendência, fez-te sair do Egito pela sua presença e pelo seu poder,
38 despojando à tua frente nações maiores e mais fortes do que tu, para te introduzir na sua terra e conceder-ta como herança, como hoje se verifica.
39 Considera hoje e medita em teu coração que o Senhor é o único Deus, no alto dos céus e cá em baixo na terra, e não há outro.
40 Cumprirás as suas leis e os seus mandamentos, que hoje te prescrevo, para seres feliz, tu e os teus filhos depois de ti, e tenhas longa vida na terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre».

77(76),12-13.14-15.16.21.

R/ Recordarei as maravilhas do Senhor.

12 Recordarei os feitos gloriosos do Senhor,
quero recordar os antigos prodígios.
13 Quero lembrar todas as vossas façanhas
e meditar nas vossas obras.

14 Meu Deus, santos são os vossos caminhos.
Que divindade tão grande como o Senhor?
15 Vós sois o Deus que realiza maravilhas,
que manifestou entre as nações o seu poder.

16 Resgatastes o vosso povo com o vosso braço,
os filhos de Jacob e de José.
21 Conduzistes o vosso povo como um rebanho,
pela mão de Moisés e Aarão.

16,24-28.

24 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
25 Pois quem quiser salvar a sua vida há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa há de encontrá-la.
26 Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Que poderá dar o homem em troca da sua vida?
27 O Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras.
28 Em verdade vos digo: alguns dos que estão aqui presentes não morrerão antes de verem chegar o Filho do homem, na glória do seu Reino».

Comentário ao Evangelho

Lei dolorosa, lei de vida!

Nosso Senhor diz-nos: «Se não fizerdes penitência, perecereis todos» (Lc 13,3) - lei verdadeiramente austera. Jesus especifica a qualidade do esforço que exige: «O Reino de Deus sofre violência e só os violentos o arrebatam» (Mt 11, 12). Todos os discípulos de Cristo devem, portanto, ser pessoas violentas, porque o preceito formal do Mestre não pode ser cumprido sem fazermos violência a nós próprios: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me» (Mt 16,24).

Por isso, não há outro caminho de subida para Deus senão o caminho do Calvário, tão amargo e sangrento como a subida do Carmelo. Aos discípulos de Emaús, ainda escandalizados com o drama do Calvário, Jesus pergunta: «Não era necessário que o Filho do Homem sofresse antes de entrar na glória?» (Lc 24,26), proclamando a lei que impôs a Si próprio e que também eles terão de suportar, pois «o discípulo não está acima do Mestre. Se o mundo Me odiou, também vos odiará a vós; se Me perseguiu, também vos perseguirá a vós. [...] Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos» (Mt 10,24.16; cf Jo 15,18.20) Esta lei dolorosa é uma lei de vida [...].

Queremos esquecer que Cristo Jesus não anunciou outra vitória senão a da cruz do Calvário, outra vingança sobre os seus inimigos senão a do dia em que virá sobre as nuvens do céu com a sua cruz para julgar os vivos e os mortos. Nesse dia, só triunfarão com Ele os que tiverem passado pela grande tribulação e tiverem sido purificados com o sangue do Cordeiro (cf Ap 7,14).

Beato Maria Eugénio do Menino Jesus (1894-1967) carmelita, fundador de Notre Dame de Vie Ascese Teresiana

Santo do Dia