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Liturgia diária

São Lourenço, diácono e mártir – festa

Quinta-Feira, 10 De Agosto Cor litúrgica: Vermelho

9,6-10.

6 Irmãos: Lembrai-vos disto: quem semeia pouco também colherá pouco e quem semeia abundantemente também colherá abundantemente.
7 Dê cada um segundo o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento, porque Deus ama aquele que dá com alegria.
8 E Deus é poderoso para vos cumular de todas as graças, de modo que, tendo sempre e em tudo o necessário, vos fique ainda muito para toda a espécie de boas obras,
9 como está escrito: «Repartiu com largueza pelos pobres; a sua justiça permanece para sempre».
10 Aquele que dá a semente ao semeador e o pão para alimento também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça.

112(111),1-2.5-6.7-8.9.

R/ Ditoso o homem de coração bondoso e compassivo.

1 Feliz o homem que teme o Senhor
e ama ardentemente os seus preceitos.
2 A sua descendência será poderosa sobre a terra,
será abençoada a geração dos justos.

5 Ditoso o homem que se compadece e empresta
e dispõe das suas coisas com justiça.
6 Este jamais será abalado;
o justo deixará memória eterna.

7 Ele não receia más notícias:
seu coração está firme, confiado no Senhor.
8 O seu coração é inabalável, nada teme
e verá os adversários confundidos.

9 Reparte com largueza pelos pobres,
a sua generosidade permanece para sempre.
e pode levantar a cabeça com dignidade.

12,24-26.

24 Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas, se morrer, dará muito fruto.
25 Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.
26 Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém Me servir, meu Pai o honrará.

Comentário ao Evangelho

«Vós inflamastes no fogo da caridade o bem-aventurado São Lourenço» (Coleta da Missa)

O exemplo de São Lourenço encoraja-nos a dar a vida, ilumina a fé, atrai a devoção. Não são as chamas da fogueira, mas as chamas de uma fé viva que nos consomem. Não foi o nosso corpo que foi queimado pela causa de Jesus Cristo, mas é a nossa alma que é transportada pelos ardores do seu amor […], o nosso coração que arde de amor por Jesus. Pois não foi o próprio Salvador que disse, acerca deste fogo sagrado: «Vim trazer fogo à terra; e que quero Eu senão que ele já se tenha ateado» (Lc 12,49)? Cléofas e o companheiro experimentaram os seus efeitos quando diziam: «Não estava o nosso coração a arder cá dentro, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» (Lc 24,32).

Foi também graças a este incêndio interior que São Lourenço permaneceu insensível às chamas do martírio: ardendo em desejos de estar com Jesus, ele não sentia a tortura. Quanto mais crescia nele o ardor da fé, menos sofria. […] A força do braseiro divino que tinha no coração acalmava as chamas do braseiro ateado pelo carrasco.

Santo Agostinho (354-430) bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Sermão 206 (atrib.)

Santo do Dia