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Liturgia diária

Quarta-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 2 De Agosto Cor litúrgica: Verde

34,29-35.

29 Quando Moisés descia do monte Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas da Lei, não sabia que o seu rosto irradiava luz, depois de se encontrar com o Senhor.
30 Aarão e todos os filhos de Israel, ao olharem para Moisés, viram que o seu rosto irradiava luz e temeram aproximar-se dele.
31 Então, Moisés chamou-os. Aarão e todos os chefes da comunidade aproximaram-se e Moisés falou com eles.
32 Depois, todos os filhos de Israel se aproximaram e ele transmitiu-lhes todas as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai.
33 Quando Moisés acabou de lhes falar, cobriu o rosto com um véu.
34 Sempre que Moisés comparecia na presença do Senhor para falar com Ele, tirava o véu até sair de lá. Então, comunicava aos filhos de Israel as ordens que recebera.
35 Mas como os filhos de Israel viam que o rosto de Moisés irradiava luz, ele voltava a cobrir o rosto com o véu, até voltar a entrar de novo na Tenda para falar com o Senhor.

99(98),5.6.7.9.

R/ Vós sois santo, Senhor, nosso Deus.

5 Aclamai o Senhor, nosso Deus,
prostrai-vos a seus pés:
Ele é santo.

6 Moisés e Aarão estão entre os seus sacerdotes
e Samuel entre os que invocam o seu nome;
invocavam o Senhor e Ele os atendia.

7 Falava-lhes da coluna de nuvem;
eles observavam os seus mandamentos
e os preceitos que lhes dera.

9 Aclamai o Senhor, nosso Deus,
e prostrai-vos diante da sua montanha santa:
é santo o Senhor, nosso Deus.

13,44-46.

44 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo.
45 O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas.
46 Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola».

Comentário ao Evangelho

Um tesouro libertado

É incrível o número de coisas que nos impedem de ser ágeis,
de ser leves.
Não nos apercebemos disso, mas
se de um dia para o outro ficássemos desapossados,
encontrar-nos-íamos espontaneamente a conviver com uma série de pessoas que parecem viver nos confins do mundo [...].

Quem quiser estar à vontade com esses irmãos díspares
de que o mundo está povoado,
tem de ter uma indiferença real por tudo o que não é
essa fé nua e essencial,
que o faz perder a memória e os gostos,
e a sua própria originalidade.
A fé que nos torna banais,
com essa grande banalidade que todos os santos aceitaram,
e que os levou até aos confins do mundo.

Porque o preço da pobreza é exorbitante.
Ela compra-se com o sacrifício de tudo o que não é
o Reino dos Céus.

Então, tudo o que interessa aos outros nos parecerá interessante,
heroísmos que não nos atraem parecer-nos-ão virtuosos,
e seremos fraternais com pessoas que nunca se assemelharam a nós.

Então, aqueles com quem nos cruzarmos
estenderão as mãos com avidez para um tesouro que brotará de nós;
um tesouro libertado dos nossos vasos de barro,
dos nossos cestos coloridos, dos nossos baús, da nossa bagagem,
um tesouro simplesmente divino, que estará na moda para todos,
porque já não estará vestido à nossa moda.

Então, seremos ágeis, tendo-nos tornado, também nós,
parábolas,
a parábola dessa pérola única,
pequenina, redonda e preciosa,
pela qual tudo foi vendido.

Venerável Madaleine Delbrêl (1904-1964) missionária das pessoas da rua A pobreza daquele que vem

Santo do Dia