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Liturgia diária

Terça-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 1 De Agosto Cor litúrgica: Verde

33,7-11.34,5b-9.28.

7 Naqueles dias, Moisés pegou na tenda e armou-a fora do acampamento, a certa distância. Chamava-lhe a Tenda da Reunião. Quem desejasse consultar o Senhor devia ir à Tenda da Reunião, que estava fora do acampamento.
8 Sempre que Moisés se dirigia para a Tenda, todo o povo se levantava; cada um ficava à entrada da sua própria tenda e seguia Moisés com o olhar até ele entrar na Tenda da Reunião.
9 Quando Moisés entrava na Tenda, a coluna de nuvem descia e ficava à entrada e o Senhor falava com Moisés.
10 E quando o povo via a coluna de nuvem deter-se à entrada da Tenda, toda a gente se levantava e se prostrava à porta da sua tenda.
11 O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com um amigo. Por fim, Moisés regressava ao acampamento, mas o seu jovem ajudante, Josué, filho de Nun, não deixava o interior da Tenda.
5 Moisés invocou o nome do Senhor.
6 O Senhor passou diante dele e exclamou: «O Senhor, o Senhor é um Deus clemente e compassivo, sem pressa para Se indignar e cheio de misericórdia e fidelidade».
7 Mantém a sua misericórdia até à milésima geração, perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, mas não deixa nada impune e castiga a iniquidade dos pais nos filhos e nos netos, até à terceira e quarta geração».
8 Moisés caiu de joelhos e prostrou-se em adoração.
9 Depois disse: «Se encontrei, Senhor, aceitação a vossos olhos, digne-Se o Senhor caminhar no meio de nós. É certo que se trata de um povo de dura cerviz, mas Vós perdoareis os nossos pecados e iniquidades e fareis de nós a vossa herança».
28 Moisés ficou ali com o Senhor durante quarenta dias e quarenta noites, sem comer nem beber. E escreveu nas tábuas as palavras da aliança: os dez mandamentos.

103(102),6-7.8-9.10-11.

R/ O Senhor é clemente e cheio de compaixão.

6 O Senhor faz justiça
e defende o direito de todos os oprimidos.
7 Revelou a Moisés os seus caminhos
e aos filhos de Israel os seus prodígios.

8 O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
9 Não está sempre a repreender,
nem guarda ressentimento.

10 Não nos tratou segundo os nossos pecados,
nem nos castigou segundo as nossas culpas.
11 Como a distância da terra ao céu,
assim é grande a sua misericórdia para os que O temem.

13,36-43.

36 Naquele tempo, Jesus deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se dele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo».
37 Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem,
38 e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino, o joio são os filhos do Maligno,
39 e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos.
40 Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo:
41 o Filho do homem enviará os seus anjos, que tirarão do seu Reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade,
42 e hão de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes.
43 Então os justos brilharão como o sol no Reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».

Comentário ao Evangelho

A paciência de Deus

Deus, Senhor e Criador do Universo, que fez todas as coisas e as dispôs ordenadamente, não só Se mostrou amigo dos homens, mas também paciente. Ele sempre foi assim, continua a sê-lo e sê-lo-á: clemente, bom, manso e verdadeiro. Só Ele é bom. Tendo concebido o seu desígnio de inefável grandeza, comunicou-o somente ao Filho. Enquanto o mantinha no mistério e guardava a sua sábia vontade, parecia esquecer-Se de nós, não pensar em nós. Todavia, quando, por meio de seu Filho amado, revelou e manifestou o que tinha estabelecido desde o princípio, concedeu-nos por junto todas as coisas: não só participar dos seus benefícios, mas ver e compreender coisas que nenhum de nós teria jamais esperado.

Deus tinha, pois, disposto já tudo com seu Filho; mas, até aos últimos tempos, permitiu que nos deixássemos levar pelas nossas inclinações desordenadas, arrastados pelos prazeres e pelas paixões. Não que Ele Se compraza nos nossos pecados; apenas tolerava esse tempo em que o mal campeava, sem nele consentir, preparando assim o atual reinado da justiça. Durante aquele período, as nossas próprias obras mostravam que éramos indignos da vida; tornámo-nos agora dignos, como resultado da bondade de Deus. Éramos incapazes de aceder por nós próprios ao Reino de Deus; mas o seu poder tornou-nos capazes. [...] Deus não nos odiou nem nos repudiou, não nos guardou rancor, mas teve paciência e suportou-nos.

Carta a Diogneto (c. 200) Capítulos 8-9

Santo do Dia