Liturgia diária
Terça-feira da 1ª semana da Quaresma
55,10-11.
10 Assim fala o Senhor: «A chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a haverem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer.
11 Assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão».
34(33),4-5.6-7.16-17.18-19.
R/ Deus salva os justos de todos os sofrimentos.
4 Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
5 Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.
6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.
16 Os olhos do Senhor estão voltados para os justos
e os ouvidos atentos aos seus rogos.
17 A face do Senhor volta-se contra os que fazem o mal,
para apagar da Terra a sua memória.
18 Os justos clamaram e o Senhor os ouviu,
livrou-os de todas as suas angústias.
19 O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado
e salva os de ânimo abatido.
6,7-15.
7 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando orardes, não digais muitas palavras, como os pagãos, porque pensam que serão atendidos por falarem muito.
8 Não sejais como eles, porque o vosso Pai bem sabe do que precisais, antes de vós Lho pedirdes.
9 Orai assim: "Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome;
10 venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu.
11 O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
12 perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
13 e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal".
14 Porque, se perdoardes aos homens as suas faltas, também o vosso Pai celeste vos perdoará.
15 Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não vos perdoará as vossas faltas».
Comentário ao Evangelho
«Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome»
«Pai nosso»: com estas palavras, confessamos que o Deus e Senhor do Universo é nosso Pai, reconhecendo que fomos chamados da condição de servos à condição de filhos adotivos.
«Que estais nos Céus»: porque o tempo da nossa vida é um exílio, e esta Terra é uma terra estrangeira, que nos separa do nosso Pai. Caminhemos pois apressadamente, com todo o ardor dos nossos desejos, para a região onde proclamamos que reside o nosso Pai! Uma vez alcançada esta dignidade de filhos de Deus, arderemos com a ternura que se encerra no coração de todos os filhos; e, sem pensar nos nossos interesses, teremos como única paixão a glória do nosso Pai.
Dir-Lhe-emos: «Santificado seja o vosso nome», afirmando assim que o nosso maior desejo e alegria é a sua glória, a imitação daquele que disse: «Quem fala por sua conta procura a sua glória pessoal; mas quem procura a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro e nele não há impostura» (Jo 7,18). [...]
As palavras «santificado seja o vosso nome» também podem ser entendidas no sentido em que Deus é santificado pela nossa perfeição. Assim, dizer-Lhe: «Santificado seja o vosso nome» é o mesmo que dizer-Lhe: «Pai, torna-nos de tal maneira que mereçamos conhecer e compreender a grandeza da tua santidade, ou pelo menos que esta santidade se manifeste na nossa vida espiritual!». É isto que se realiza em nós quando os homens, vendo as nossas boas obras, glorificam o nosso Pai que está nos Céus (cf Mt 5,16).
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