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Liturgia diária

Segunda-feira da 1ª semana da Quaresma

Segunda-Feira, 27 De Fevereiro Cor litúrgica: Roxo

19,1-2.11-18.

1 O Senhor dirigiu-Se a Moisés nestes termos:
2 «Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e diz-lhes: "Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo".
11 Não furtareis, não direis mentiras, nem cometereis fraudes uns com os outros.
12 Não prestarás juramento falso, invocando o meu nome, pois profanarias o nome do teu Deus. Eu sou o Senhor.
13 Não oprimirás nem expropriarás o teu próximo. Não ficará contigo até ao dia seguinte o salário do jornaleiro.
14 Não insultarás um surdo nem colocarás tropeços diante de um cego, mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor.
15 Não cometerás injustiças nos teus julgamentos: não favorecerás indevidamente um pobre, nem darás preferência ao poderoso; julgarás o teu próximo segundo a justiça.
16 Não caluniarás os teus parentes, nem conspirarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor.
17 Não odiarás do íntimo do coração os teus irmãos, mas corrigirás o teu próximo, para não incorreres em falta por causa dele.
18 Não te vingarás, nem guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor».

19(18),8.9.10.15.

R/ As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida.

8 A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta a alma.
As ordens do Senhor são firmes
e dão sabedoria aos simples.

9 Os preceitos do Senhor são retos
e alegram o coração.
Os mandamentos do Senhor são claros
e iluminam os olhos.

10 O temor do Senhor é puro
e permanece eternamente.
Os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são retos.

15 Aceitai as palavras da minha boca
e os pensamentos do meu coração
estejam na vossa presença:
Vós, Senhor, sois o meu amparo e redentor.

25,31-46.

31 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso.
32 Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos;
33 e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
34 Então, o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: "Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo.
35 Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes;
36 não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me".
37 Então, os justos dir-Lhe-ão: "Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber?
38 Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos?
39 Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?".
40 E o Rei responder-lhes-á: "Em verdade vos digo, quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes".
41 Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: "Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos.
42 Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber;
43 era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar".
44 Então também eles Lhe hão de perguntar: "Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?".
45 E Ele lhes responderá: "Em verdade vos digo, quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer".
46 Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna».

Comentário ao Evangelho

Tudo aquilo que fazemos ao próximo, é a Jesus que o fazemos!

«Tive fome e destes-Me de comer»: nesta passagem, Nosso Senhor mostra-nos o verdadeiro motivo da esmola, o mais forte de todos, embora haja outros.

Temos de dar para obedecer à ordem tantas vezes repetida por Deus; temos de obedecer para O imitar, a Ele que dá de forma tão liberal, para imitar Jesus, que deu tanto; temos de dar porque o amor de Deus nos obriga a fazer refletir nos homens, seus filhos muito amados, o amor que Lhe temos; temos de dar por bondade, apenas para praticar, para cultivar a virtude que deve ser amada por si mesma, porque é um dos atributos de Deus, uma das suas bondades divinas, uma das perfeições de Deus, e portanto o próprio Deus; mas o motivo mais forte de todos, aquele que nos estimula mais que todos os outros -- ainda que qualquer dos outros seja amplamente suficiente --, é que tudo aquilo que fazemos ao próximo, é a Jesus que o fazemos: isso nos levará a mudar, a reformar toda a nossa vida, a orientar todas as nossas ações, as nossas palavras, os nossos pensamentos. [...]

Tudo aquilo que fazemos ao próximo, é a Jesus que o fazemos!

São Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara Sobre o Evangelho

Santo do Dia