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Liturgia diária

Cinco Chagas do Senhor – festa

Terça-Feira, 7 De Fevereiro Cor litúrgica: Branco

53,1-10.

1 Quem acreditou no que ouvimos dizer? A quem se revelou o braço do Senhor?
2 O meu servo cresceu diante do Senhor como um rebento, como raiz numa terra árida, sem distinção nem beleza para atrair o nosso olhar nem aspeto agradável que possa cativar-nos.
3 Desprezado e repelido pelos homens, homem de dores, acostumado ao sofrimento, era como aquele de quem se desvia o rosto, pessoa desprezível e sem valor para nós.
4 Ele suportou as nossas enfermidades e tomou sobre si as nossas dores. Mas nós víamos nele um homem castigado, ferido por Deus e humilhado.
5 Ele foi trespassado por causa das nossas culpas e esmagado por causa das nossas iniquidades. Caiu sobre ele o castigo que nos salva: pelas suas chagas fomos curados.
6 Todos nós, como ovelhas, andávamos errantes, cada qual seguia o seu caminho. E o Senhor fez cair sobre ele as faltas de todos nós.
7 Maltratado, humilhou-se voluntariamente e não abriu a boca. Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele não abriu a boca.
8 Foi eliminado por sentença iníqua, mas quem se preocupa com a sua sorte? Foi arrancado da terra dos vivos e ferido de morte pelos pecados do seu povo.
9 Foi-lhe dada sepultura entre os ímpios e um túmulo no meio de malfeitores, embora não tivesse cometido injustiça nem se tivesse encontrado mentira na sua boca.
10 Aprouve ao Senhor esmagar o seu servo pelo sofrimento. Mas, se oferecer a sua vida como sacrifício de expiação, terá uma descendência duradoira, viverá longos dias e a obra do Senhor prosperará em suas mãos.

22(21),7-8.15.17-18a.22-23.

R/ Trespassaram as minhas mãos e os meus pés, posso contar todos os meus ossos.

7 Eu sou um verme e não um homem,
o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe.
8 Todos os que me veem escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça.

15 Sou como água derramada,
desconjuntam-se todos os meus ossos.
O meu coração tornou-se como cera
e derreteu-se dentro do meu peito.

17 Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
18 posso contar todos os meus ossos.

22 Salvai-me das fauces do leão
e dos chifres dos búfalos livrai este infeliz.
23 Hei de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei de louvar-Vos no meio da assembleia.

19,28-37.

28 Naquele tempo, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede».
29 Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca.
30 Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou.
31 Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia, aquele sábado –, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
32 Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com Ele.
33 Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas,
34 mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
35 Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis.
36 Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso lhe será quebrado».
37 Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão de olhar para aquele que trespassaram».

Comentário ao Evangelho

«Dá-Me de beber«

As palavras de Jesus «Tenho sede», que estão escritas na parede de todas as nossas capelas, não fazem parte do passado; estão vivas, aqui e agora; elas são ditas para vós. Acreditais nisso? Se sim, ouvireis e sentireis a sua presença. Deixai-O tornar-Se tão íntimo em vós como o é em mim; será a maior alegria que Lhe podeis dar. Tentarei ajudar-vos a compreendê-lo, mas só Jesus pode dizer-vos: «Tenho sede». Escutai o vosso nome. E não apenas uma vez, mas todos os dias. Se escutardes com o coração, ouvireis e compreendereis.

Porque é que Jesus disse: «Tenho sede»? Qual é o sentido destas palavras? [...] «Tenho sede» é uma expressão muito mais profunda do que se Jesus tivesse simplesmente dito: «Amo-vos». Enquanto não souberdes, e de forma muito íntima, que Jesus tem sede de vós, não podereis saber o que Ele quer ser para vós; nem o que Ele quer que vós sejais para Ele. O coração e a alma das Missionárias da Caridade consistem exclusivamente nisto: a sede do coração de Jesus, escondida nos pobres. Essa é a única fonte de toda a nossa vida. [...] Estancar a sede de Jesus vivo no meio de nós é a nossa única razão de ser e o nosso único objetivo. Podemos dizer o mesmo de nós próprias, a saber, que essa é a nossa única razão de viver?

Santa Teresa de Calcutá (1910-1997) fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade «Testamento espiritual», carta a toda a comunidade

Santo do Dia