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Liturgia diária

Quarta-feira da 2ª semana do Advento

Quarta-Feira, 7 De Dezembro Cor litúrgica: Roxo

40,25-31.

25 «A quem Me comparareis que seja semelhante a Mim?», diz o Deus Santo.
26 «Erguei os olhos para o alto e olhai. Quem criou estas estrelas? Aquele que as conta e as faz marchar como um exército e as chama a todas pelos seus nomes. Tal é a sua força e tão grande é o seu poder, que nenhuma falta à chamada.
27 Jacob, porque dizes; Israel, porque afirmas: "O meu destino está oculto ao Senhor e a minha causa passa despercebida ao meu Deus"? Não o sabes, não o ouviste dizer?
28 O Senhor é um Deus eterno, Criador da Terra até aos seus confins. Ele não Se cansa nem Se fatiga e a sua inteligência é insondável.
29 Dá força ao que anda exausto e vigor ao que anda enfraquecido.
30 Os jovens cansam-se e fatigam-se e os adultos tropeçam e vacilam.
31 Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, formam asas como as águias. Correm sem se fatigarem, caminham sem se cansarem».

103(102),1-2.3-4.8.10.

R/ Ó minha alma, louva o Senhor.

1 Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
2 Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

3 Ele perdoa todos os teus pecados
e cura as tuas enfermidades.
4 Salva da morte a tua vida
e coroa-te de graça e misericórdia.

8 O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
10 Não nos tratou segundo os nossos pecados,
nem nos castigou segundo as nossas culpas.

11,28-30.

28 Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.
30 Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

Comentário ao Evangelho

«Vinde a Mim»

A plenitude a que Jesus leva a fé possui outro aspeto decisivo: na fé, Cristo não é apenas Aquele em quem acreditamos, a maior manifestação do amor de Deus, mas é também Aquele a quem nos unimos para poder acreditar. A fé não se limita a olhar para Jesus, olha também a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos: é uma participação no seu modo de ver. Em muitos âmbitos da vida, fiamo-nos noutras pessoas que conhecem as coisas melhor do que nós: temos confiança no arquiteto que constrói a nossa casa, no farmacêutico que nos fornece o remédio para a cura, no advogado que nos defende no tribunal. Também precisamos de alguém que seja fiável e perito nas coisas de Deus; e Jesus, seu Filho, apresenta-Se como Aquele que nos explica Deus (cf Jo 1,18). A vida de Cristo, a sua maneira de conhecer o Pai e de viver totalmente em relação com Ele, abre um espaço novo à experiência humana, um espaço onde nós podemos entrar.

São João exprimiu a importância que a relação pessoal com Jesus tem para a nossa fé através de vários usos do verbo «crer». Juntamente com o «crer que» é verdade o que Jesus nos diz (cfJo 14,10; 20,31), João usa mais duas expressões: «crer a (sinónimo de dar crédito a)» Jesus e «crer em» Jesus. «Cremos a» Jesus, quando aceitamos a sua palavra, o seu testemunho, porque ele é verdadeiro (cf Jo 6, 30). «Cremos em» Jesus, quando O acolhemos pessoalmente na nossa vida e nos confiamos a Ele, aderindo a Ele no amor e seguindo-O pelo caminho (cf Jo 2,11; 6,47; 12,44).

Para nos permitir conhecê-lo, acolhê-lo e segui-lo, o Filho de Deus assumiu a nossa carne; assim, a sua visão do Pai deu-se também de forma humana, através de um caminho […] no tempo. […] A fé no Filho de Deus feito homem em Jesus de Nazaré não nos separa da realidade; antes, permite-nos individuar o seu significado mais profundo, descobrir como Deus ama este mundo e o orienta sem cessar para Si; e isto leva o cristão a comprometer-se, a viver de modo ainda mais intenso o seu caminho na Terra.

Papa Francisco Encíclica «Lumen fidei / A luz da fé», §18 (trad. © Libreria Editrice Vaticana)

Santo do Dia