Liturgia diária
Terça-feira da 2ª semana do Advento
40,1-11.
1 Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.
2 Falai ao coração de Jerusalém e dizei-lhe em alta voz que terminaram os seus trabalhos e está perdoada a sua culpa, porque recebeu da mão do Senhor duplo castigo por todos os seus pecados.
3 Uma voz clama: «Preparai no deserto o caminho do Senhor, abri na estepe uma estrada para o nosso Deus.
4 Sejam alteados todos os vales, e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas.
5 Então se manifestará a glória do Senhor e todo o homem verá a sua magnificência, porque a boca do Senhor falou».
6 Uma voz dizia: «Clama». E eu respondi: «Que hei de clamar?» — «Todo o ser humano é como a erva, toda a sua glória é como a flor do campo.
7 A erva seca e as flores murcham, quando o vento do Senhor sopra sobre elas.
8 A erva seca e as flores murcham, mas a palavra do nosso Deus permanece eternamente».
9 Sobe ao alto dum monte, arauto de Sião! Grita com voz forte, arauto de Jerusalém! Levanta sem temor a tua voz e diz às cidades de Judá: «Eis o vosso Deus.
10 O Senhor Deus vem com poder, o seu braço dominará. Com Ele vem o seu prémio, precede-O a sua recompensa.
11 Como um pastor, apascentará o seu rebanho e reunirá os animais dispersos; tomará os cordeiros em seus braços, conduzirá as ovelhas ao seu descanso».
96(95),1-2.3.10ac.11-12.13.
R/ O nosso Deus virá com poder e majestade.
1 Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, Terra inteira,
2 cantai ao Senhor, bendizei o seu nome,
anunciai dia a dia a sua salvação.
3 publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.
10 Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei,
10 governa os povos com equidade».
11 Alegrem-se os céus, exulte a Terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
12 exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores das florestas.
13 Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a Terra.
Julgará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.
18,12-14.
12 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir procurar a que anda tresmalhada?
13 E, se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo que se alegra mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam.
14 Assim também, não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos».
Comentário ao Evangelho
«Alegra-se mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam»
Observemos Cristo, o nosso Pastor; consideremos o seu amor pelos homens e o seu enlevo em conduzi-los a verdes prados (cf Sl 23,2). Tanto Se alegra com as ovelhas que O rodeiam como procura as que se tresmalharam. Os montes e os bosques não são obstáculo: Ele percorre vales tenebrosos (cf Sl 23,4) até achar a ovelha perdida; encontrando-a doente, em vez de a deixar, cuida dela e, tomando-a aos ombros, cura com a sua fadiga a ovelha fatigada. Esta fadiga enche-O de alegria, porque encontrou a ovelha perdida, e só isso O alivia do esforço: «Qual de vós, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar?» (Lc 15,4).
A perda de uma só ovelha vem perturbar a alegria do rebanho reunido, mas a alegria do reencontro afugenta por completo a tristeza: «Ao encontrá-la, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: "Alegrai-vos comigo, porque encontrei a ovelha perdida"» (Lc 15,5-6). Era por isso que Cristo, que é este Pastor, dizia: «Eu sou o Bom Pastor» (Jo 10,11); «procurarei a [ovelha] que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente» (Ez 34,16).
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