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Liturgia diária

Segunda-feira da 28ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 10 De Outubro Cor litúrgica: Verde

4,22-24.26-27.31.5,1.

22 Irmãos: Como está escrito, Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da mulher livre.
23 O da escrava nasceu segundo a natureza e o da mulher livre em virtude da promessa.
24 Há nisto uma alegoria. As mulheres representam as duas alianças. A primeira, concluída no monte Sinai, gera para a escravidão: é Agar.
26 Mas a Jerusalém do alto é livre, e esta é a nossa mãe.
27 Porque está escrito: «Alegra-te, ó estéril, que não davas à luz; rejubila e canta de alegria, tu que não conheceste as dores da maternidade, porque os filhos da abandonada são mais numerosos que os daquela que tem marido».
31 Por isso, irmãos, não somos filhos da escrava, mas da mulher livre.
1 Foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permanecei firmes e não torneis a sujeitar-vos ao jugo da escravidão.

113(112),1-2.3-4.5a.6-7.

R/ Bendito seja o nome do Senhor para sempre.

1 Louvai, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor.
2 Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.

3 Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
4 O Senhor domina sobre todos os povos,
a sua glória está acima dos céus.

5 Quem se compara ao Senhor nosso Deus,
6 que Se inclina lá do alto
a olhar o céu e a Terra?
7 Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,

11,29-32.

29 Naquele tempo, aglomerava-se uma grande multidão à volta de Jesus e Ele começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa: pede um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal de Jonas.
30 Assim como Jonas foi um sinal para os habitantes de Nínive, assim o será também o Filho do homem para esta geração.
31 No juízo final, a rainha do sul levantar-se-á com os homens desta geração e há de condená-los, porque veio dos confins da Terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está quem é maior do que Salomão.
32 No juízo final, os homens de Nínive levantar-se-ão com esta geração e hão de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior do que Jonas».

Comentário ao Evangelho

«Esta geração [...] pede um sinal»

O próprio Jonas pede que o atirem para fora do barco: «Pegai em mim e lançai-me ao mar» (Jn 1,12), simbolizando assim a Paixão voluntária do Senhor. [...] Mas eis que surge um monstro das profundezas, eis que se aproxima um grande peixe que vai realizar e expressar plenamente a ressurreição do Senhor, ou melhor, engendrar esse mistério. Eis o monstro, imagem terrível do inferno, que, quando abre a garganta faminta para o profeta, prova e assimila o poder do seu Criador e, ao devorá-lo, se compromete na verdade a nunca mais devorar ninguém. A temível morada das suas entranhas prepara a morada para o Visitante que virá do alto; de tal maneira que aquilo que fora causa de desgraça se torna barca impensável para uma travessia necessária, retendo o passageiro e expulsando-o na margem três dias depois. Assim era dado aos pagãos o que tinha sido arrancado aos inimigos de Cristo. E aos que pediram um sinal, o Senhor achou por bem dar-lhes apenas esse símbolo, pelo qual compreenderiam que a glória que esperavam receber de Cristo também devia ser dada aos pagãos. [...]

Pela malícia dos seus inimigos, Cristo foi mergulhado nas profundezas do caos que é a morada dos mortos; durante três dias, percorreu todos os recantos desta morada (cf 1Pe 3,19). E quando ressuscitou, ao mesmo tempo que destruiu a maldade dos seus inimigos, fez brilhar a sua própria grandeza e o seu triunfo sobre a morte.

É justo, pois, que os habitantes de Nínive se elevem no dia do juízo para condenar esta geração, pois eles converteram-se pela proclamação de um só profeta naufragado, estrangeiro, desconhecido; enquanto as pessoas desta geração, depois de tantas obras admiráveis e tantos milagres, incluindo o brilho da ressurreição, não se tornaram crentes nem se converteram.

São Pedro Crisólogo (c. 406-450) bispo de Ravena, doutor da Igreja Sermão 3; PL 52, 303-306

Santo do Dia