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Liturgia diária

Sábado da 22ª semana do Tempo Comum

Sábado, 3 De Setembro Cor litúrgica: Verde

4,6b-15.

6 Irmãos: Aprendei de mim e de Apolo a sentença: «não se deve ir além do que está escrito», para que nenhum de vós se encha de orgulho, tomando partido de um contra o outro.
7 Pois quem te considera superior aos demais? Que possuis que não tenhas recebido? E, se o recebeste, porque te orgulhas, como se não o tivesses recebido?
8 Já estais saciados, já estais ricos! Sem nós vos tornastes reis! Quem dera que vos tivésseis tornado reis, para nós reinarmos também convosco!
9 Na verdade, parece-me que Deus nos expôs a nós, os apóstolos, no último lugar, como homens condenados à morte, porque nos tornámos espetáculo para o mundo, para os anjos e para os homens.
10 Nós somos loucos por causa de Cristo, vós sábios em Cristo; nós somos fracos, vós sois fortes; vós sois honrados, nós desprezados.
11 Ainda agora, suportamos a fome e a sede, andamos mal vestidos, somos maltratados, não temos morada certa
12 e cansamo-nos a trabalhar com as próprias mãos. Insultam-nos e abençoamos; perseguem-nos e suportamos;
13 somos difamados e respondemos com bondade. Temos sido considerados até ao presente como o lixo deste mundo, como a escória da humanidade.
14 Não é para vos envergonhar que vos escrevo estas palavras, mas para vos advertir como a filhos caríssimos.
15 Na verdade, podíeis ter dez mil tutores em Cristo, mas não tendes muitos pais; e fui eu que vos fiz nascer, por meio do Evangelho, como membros de Cristo Jesus.

145(144),17-18.19-20.21.

R/ O Senhor está perto de quantos O invocam.

17 O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
18 O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.

19 Atende os desejos daqueles que O temem,
ouve os seus clamores e os salva.
20 O Senhor vela por aqueles que o amam
e extermina todos os ímpios.

21 Cante a minha boca os louvores do Senhor
e todo o ser vivo bendiga eternamente o seu nome santo.

6,1-5.

1 Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos apanhavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos.
2 Alguns fariseus disseram: «Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?».
3 Respondeu-lhes Jesus: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome?
4 Entrou na casa de Deus, tomou e comeu os pães da proposição, que só aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos companheiros».
5 E acrescentou: «O Filho do homem é Senhor do sábado».

Comentário ao Evangelho

«O Filho do Homem é Senhor do sábado»

«Por tradição apostólica que remonta ao próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal todos os oito dias, no dia que se denomina, com toda a propriedade, dia do Senhor ou Domingo» (Vat II, SC 106). O dia da ressurreição de Cristo é, ao mesmo tempo, o «primeiro dia da semana» (Jo 20,1), memorial do primeiro dia da criação, e o «oitavo dia», em que Cristo, após o seu «repouso» do grande sábado, inaugura o «dia que o Senhor fez», o «dia que não conhece ocaso» (Sl 117, liturgia bizantina). A «Ceia do Senhor» (1Cor 11,20) é o seu centro, porque é nela que toda a comunidade dos fiéis encontra o Senhor ressuscitado, que os convida para o seu banquete (cf Jo 21,12; Lc 24,30).

«O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia. Chama-se dia do Senhor por isso mesmo: porque foi nesse dia que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos lhe chamam dia do Sol, também nós de bom grado o confessamos: porque hoje se ergueu a luz do mundo, hoje apareceu o sol da justiça, cujos raios nos trazem a salvação» (São Jerónimo; Mal 3,20).

O Domingo é o dia por excelência da assembleia litúrgica, em que os fiéis se reúnem «para, ouvindo a Palavra de Deus e participando na Eucaristia, fazerem memória da Paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus, e darem graças a Deus, que os "regenerou para uma esperança viva pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos"» (1Ped 1,3; SC 106). «Quando meditamos, ó Cristo, nas maravilhas que tiveram lugar neste dia de domingo da tua santa ressurreição, dizemos: Bendito o dia de Domingo, porque nele teve início a criação [...], a salvação do mundo [...], a renovação do género humano [...]. Foi nesse dia que o céu e a terra se congratularam […]. Bendito o dia de Domingo, porque nele foram abertas as portas do paraíso, para que Adão e todos os proscritos nele entrassem sem temor» (liturgia siríaca de Antioquia).

Catecismo da Igreja Católica §§1166-1167

Santo do Dia